Relatórios recentes indicam que, devido a obstáculos técnicos enfrentados durante testes recentes, o lançamento de várias funcionalidades do assistente virtual Siri, altamente aguardadas, enfrenta ajustes significativos.
De acordo com uma reportagem de quarta-feira, 11 de outubro, o plano original da Apple era lançar novas funcionalidades do Siri junto com o novo sistema operativo iOS 26.4 em março de 2026, mantendo essa meta até o mês passado. Os altos executivos da Apple insistiram por longo tempo que não desejam adiar o lançamento dessas funcionalidades para após a primavera de 2026. Após a descoberta de problemas nos testes, a Apple agora considera distribuir algumas funcionalidades ao longo de atualizações subsequentes do iOS, com algumas podendo ser adiadas para o lançamento do iOS 26.5 em maio ou até mesmo do iOS 27 em setembro.
A reportagem cita fontes familiarizadas, que afirmam que, durante os testes, a nova versão do Siri revelou problemas como incapacidade de processar corretamente consultas, tempos de resposta excessivamente longos e precisão insuficiente, o que foi a principal razão do adiamento. As fontes indicam que a situação continua a evoluir, e os planos da Apple podem ser ajustados novamente.
Um porta-voz da Apple recusou-se a comentar sobre essas informações. Após a divulgação, as ações da Apple, que haviam subido mais de 2% no início do dia, aceleraram a devolução dos ganhos, com o aumento diário chegando a menos de 0,6%, encerrando com uma alta de quase 0,7%, revertendo mais da metade do ganho intradiário.
Este atraso representa o mais recente revés nos planos da Apple de atualizar o Siri. Em junho de 2024, a Apple apresentou pela primeira vez o plano de lançar uma versão do Siri alimentada pelo sistema Apple Intelligence, prometendo que o assistente utilizaria dados pessoais e conteúdo da tela para melhor atender às necessidades dos usuários, além de permitir controle preciso por voz de aplicativos. Todas essas funcionalidades estavam inicialmente previstas para o início de 2025. Em spring de 2025, a Apple já havia adiado a data de lançamento para 2026, sem divulgar uma data específica posteriormente.
A notícia do adiamento do Siri nesta semana representa um novo desafio para a estratégia de inteligência artificial (IA) da Apple. Com concorrentes acelerando o desenvolvimento de produtos de IA, os obstáculos técnicos podem ampliar ainda mais a distância entre a Apple e os líderes de mercado, além de afetar a confiança dos investidores na sua transição para IA.
Testes revelam múltiplos defeitos técnicos
De acordo com a reportagem de quarta-feira, fontes confidenciaram que a Apple identificou uma série de problemas graves durante testes recentes. O Siri não consegue processar consultas de usuários de forma consistente, e o tempo de resposta frequentemente é excessivo. Os testadores também relataram problemas de precisão, além de uma vulnerabilidade em que o Siri interrompe o interlocutor quando o usuário fala rápido demais.
Mais complicado ainda, surgiram problemas ao lidar com consultas complexas que requerem tempos de processamento mais longos. Outro desafio é que, às vezes, a nova versão do Siri recorre à sua integração existente com o OpenAI ChatGPT, ao invés de usar a tecnologia própria da Apple, mesmo quando deveria ser capaz de processar esses pedidos.
Fontes afirmam que, no final de 2025, a versão interna do Siri estava tão lenta que os desenvolvedores acreditaram ser necessário adiar o lançamento por vários meses. Recentemente, a Apple instruiu engenheiros a testar novas funcionalidades usando o iOS 26.5, sugerindo que pelo menos algumas funcionalidades foram adiadas para uma versão posterior. Essa atualização interna já inclui notificações descrevendo melhorias no Siri.
Funcionalidades de dados pessoais enfrentam atrasos
Entre todas as funcionalidades adiadas, a capacidade do Siri de usar dados pessoais é especialmente propensa a atrasos. Essa tecnologia deveria permitir que o usuário solicitasse ao assistente a busca por mensagens antigas para encontrar podcasts compartilhados por amigos e reproduzi-los imediatamente.
A versão interna do iOS 26.5 também inclui uma configuração que permite aos funcionários ativar uma “pré-visualização” dessa funcionalidade, indicando que a Apple está considerando alertar os usuários de que a versão inicial pode estar incompleta ou não funcionar de forma confiável — semelhante ao que faz com versões de teste do sistema operacional.
Outra funcionalidade atrasada é o sistema avançado de comandos baseados em controle por voz dentro de aplicativos, conhecido como “app intents”. Essa tecnologia permitiria que o usuário solicitasse ao Siri, por comando único, a busca por imagens, edição e envio para contatos. Funcionários da Apple testando o iOS 26.5 relataram que essas funcionalidades já possuem suporte inicial, mas nem sempre operam de forma confiável.
Funcionalidades ainda não anunciadas podem ser lançadas conforme o planejado
Apesar dos obstáculos, a Apple continua desenvolvendo duas funcionalidades ainda não anunciadas: uma ferramenta de busca na web e geração de imagens personalizadas. A versão de testes do iOS 26.5 já inclui essas funcionalidades, e elas também foram testadas no iOS 26.4, sugerindo que algumas funcionalidades do novo Siri ainda podem ser lançadas conforme o cronograma original.
A funcionalidade de busca na web é similar à parte do Gemini do Google ou ao Perplexity. Permite que o usuário solicite informações na internet e receba respostas resumidas, detalhes em listas e links para sites relevantes. A geração de imagens usa o mesmo motor do aplicativo Image Playground da Apple, mas testadores do iOS 26.5 relataram que essa funcionalidade ainda está instável.
Planos mais ambiciosos avançam para o iOS 27
Além das atualizações atuais, a Apple está desenvolvendo um grande projeto de IA para iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27: uma reformulação completa do Siri, que funcionaria mais como um chatbot. Essa versão será suportada por servidores do Google e por um modelo Gemini mais avançado e personalizado.
Esse projeto, denominado “Campo”, visa integrar profundamente a IA nos sistemas operacionais da Apple, oferecendo uma interface e funcionalidades semelhantes às do ChatGPT. A Apple também está testando esse sistema por meio de um aplicativo independente do Siri, que permite aos usuários gerenciar interações anteriores com o chatbot.
A próxima geração da interface do Siri permitirá controlar toda a funcionalidade do sistema operacional e localizar dados pessoais, como arquivos. A Apple também planeja usar esse novo motor do Siri em seus principais aplicativos internos, incluindo Mail, Calendário e Safari.
Posicionamento de privacidade pode atrasar o desenvolvimento
Um dos motivos pelos quais o desenvolvimento de funcionalidades de dados pessoais leva mais tempo é a postura rigorosa de privacidade da Apple. Segundo relatos, na semana passada, durante uma reunião geral com funcionários, o chefe de engenharia de software, Craig Federighi, enfatizou que a IA personalizada não deve expor os dados do usuário.
Federighi afirmou: “Acreditamos que, quando o modelo recebe sua pergunta, esses dados devem permanecer privados, isso é extremamente importante”, e acrescentou que “o padrão da indústria é enviar os dados para servidores, onde eles são registrados, expostos à empresa e usados para treinar o IA.”
A Apple está “liderando” a IA, que deve ficar armazenada no dispositivo do usuário ou transmitida para servidores protegidos por privacidade, disse Federighi. A empresa também depende de informações autorizadas e dados sintéticos — gerados artificialmente para simular entradas do mundo real — ao invés de materiais diretamente extraídos dos usuários.
Na mesma reunião, o CEO da Apple, Tim Cook, sugeriu que mais mudanças ainda estão por vir, mencionando que a empresa está desenvolvendo novos chips de data center para aprimorar a IA.
Cook afirmou: “Os chips da Apple nos permitem construir soluções de data center sob medida para nossos dispositivos”, e acrescentou que “olhando para o futuro, o trabalho que estamos fazendo permitirá o desenvolvimento de novas categorias de produtos e serviços.” A mídia interpreta essas palavras como uma possível referência ao projeto Baltra, uma iniciativa de longo prazo para desenvolver chips de alta performance voltados ao processamento de IA na nuvem.
Aviso de risco e isenção de responsabilidade
O mercado apresenta riscos, e os investimentos devem ser feitos com cautela. Este artigo não constitui aconselhamento de investimento pessoal, nem leva em consideração objetivos, situação financeira ou necessidades específicas de cada usuário. Os usuários devem avaliar se as opiniões, pontos de vista ou conclusões aqui apresentadas são compatíveis com suas circunstâncias particulares. Investimentos são de responsabilidade do investidor.
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O novo Siri da Apple foi novamente adiado? Diz-se que testes revelaram problemas, e algumas funcionalidades podem ser lançadas em setembro
Relatórios recentes indicam que, devido a obstáculos técnicos enfrentados durante testes recentes, o lançamento de várias funcionalidades do assistente virtual Siri, altamente aguardadas, enfrenta ajustes significativos.
De acordo com uma reportagem de quarta-feira, 11 de outubro, o plano original da Apple era lançar novas funcionalidades do Siri junto com o novo sistema operativo iOS 26.4 em março de 2026, mantendo essa meta até o mês passado. Os altos executivos da Apple insistiram por longo tempo que não desejam adiar o lançamento dessas funcionalidades para após a primavera de 2026. Após a descoberta de problemas nos testes, a Apple agora considera distribuir algumas funcionalidades ao longo de atualizações subsequentes do iOS, com algumas podendo ser adiadas para o lançamento do iOS 26.5 em maio ou até mesmo do iOS 27 em setembro.
A reportagem cita fontes familiarizadas, que afirmam que, durante os testes, a nova versão do Siri revelou problemas como incapacidade de processar corretamente consultas, tempos de resposta excessivamente longos e precisão insuficiente, o que foi a principal razão do adiamento. As fontes indicam que a situação continua a evoluir, e os planos da Apple podem ser ajustados novamente.
Um porta-voz da Apple recusou-se a comentar sobre essas informações. Após a divulgação, as ações da Apple, que haviam subido mais de 2% no início do dia, aceleraram a devolução dos ganhos, com o aumento diário chegando a menos de 0,6%, encerrando com uma alta de quase 0,7%, revertendo mais da metade do ganho intradiário.
Este atraso representa o mais recente revés nos planos da Apple de atualizar o Siri. Em junho de 2024, a Apple apresentou pela primeira vez o plano de lançar uma versão do Siri alimentada pelo sistema Apple Intelligence, prometendo que o assistente utilizaria dados pessoais e conteúdo da tela para melhor atender às necessidades dos usuários, além de permitir controle preciso por voz de aplicativos. Todas essas funcionalidades estavam inicialmente previstas para o início de 2025. Em spring de 2025, a Apple já havia adiado a data de lançamento para 2026, sem divulgar uma data específica posteriormente.
A notícia do adiamento do Siri nesta semana representa um novo desafio para a estratégia de inteligência artificial (IA) da Apple. Com concorrentes acelerando o desenvolvimento de produtos de IA, os obstáculos técnicos podem ampliar ainda mais a distância entre a Apple e os líderes de mercado, além de afetar a confiança dos investidores na sua transição para IA.
Testes revelam múltiplos defeitos técnicos
De acordo com a reportagem de quarta-feira, fontes confidenciaram que a Apple identificou uma série de problemas graves durante testes recentes. O Siri não consegue processar consultas de usuários de forma consistente, e o tempo de resposta frequentemente é excessivo. Os testadores também relataram problemas de precisão, além de uma vulnerabilidade em que o Siri interrompe o interlocutor quando o usuário fala rápido demais.
Mais complicado ainda, surgiram problemas ao lidar com consultas complexas que requerem tempos de processamento mais longos. Outro desafio é que, às vezes, a nova versão do Siri recorre à sua integração existente com o OpenAI ChatGPT, ao invés de usar a tecnologia própria da Apple, mesmo quando deveria ser capaz de processar esses pedidos.
Fontes afirmam que, no final de 2025, a versão interna do Siri estava tão lenta que os desenvolvedores acreditaram ser necessário adiar o lançamento por vários meses. Recentemente, a Apple instruiu engenheiros a testar novas funcionalidades usando o iOS 26.5, sugerindo que pelo menos algumas funcionalidades foram adiadas para uma versão posterior. Essa atualização interna já inclui notificações descrevendo melhorias no Siri.
Funcionalidades de dados pessoais enfrentam atrasos
Entre todas as funcionalidades adiadas, a capacidade do Siri de usar dados pessoais é especialmente propensa a atrasos. Essa tecnologia deveria permitir que o usuário solicitasse ao assistente a busca por mensagens antigas para encontrar podcasts compartilhados por amigos e reproduzi-los imediatamente.
A versão interna do iOS 26.5 também inclui uma configuração que permite aos funcionários ativar uma “pré-visualização” dessa funcionalidade, indicando que a Apple está considerando alertar os usuários de que a versão inicial pode estar incompleta ou não funcionar de forma confiável — semelhante ao que faz com versões de teste do sistema operacional.
Outra funcionalidade atrasada é o sistema avançado de comandos baseados em controle por voz dentro de aplicativos, conhecido como “app intents”. Essa tecnologia permitiria que o usuário solicitasse ao Siri, por comando único, a busca por imagens, edição e envio para contatos. Funcionários da Apple testando o iOS 26.5 relataram que essas funcionalidades já possuem suporte inicial, mas nem sempre operam de forma confiável.
Funcionalidades ainda não anunciadas podem ser lançadas conforme o planejado
Apesar dos obstáculos, a Apple continua desenvolvendo duas funcionalidades ainda não anunciadas: uma ferramenta de busca na web e geração de imagens personalizadas. A versão de testes do iOS 26.5 já inclui essas funcionalidades, e elas também foram testadas no iOS 26.4, sugerindo que algumas funcionalidades do novo Siri ainda podem ser lançadas conforme o cronograma original.
A funcionalidade de busca na web é similar à parte do Gemini do Google ou ao Perplexity. Permite que o usuário solicite informações na internet e receba respostas resumidas, detalhes em listas e links para sites relevantes. A geração de imagens usa o mesmo motor do aplicativo Image Playground da Apple, mas testadores do iOS 26.5 relataram que essa funcionalidade ainda está instável.
Planos mais ambiciosos avançam para o iOS 27
Além das atualizações atuais, a Apple está desenvolvendo um grande projeto de IA para iOS 27, iPadOS 27 e macOS 27: uma reformulação completa do Siri, que funcionaria mais como um chatbot. Essa versão será suportada por servidores do Google e por um modelo Gemini mais avançado e personalizado.
Esse projeto, denominado “Campo”, visa integrar profundamente a IA nos sistemas operacionais da Apple, oferecendo uma interface e funcionalidades semelhantes às do ChatGPT. A Apple também está testando esse sistema por meio de um aplicativo independente do Siri, que permite aos usuários gerenciar interações anteriores com o chatbot.
A próxima geração da interface do Siri permitirá controlar toda a funcionalidade do sistema operacional e localizar dados pessoais, como arquivos. A Apple também planeja usar esse novo motor do Siri em seus principais aplicativos internos, incluindo Mail, Calendário e Safari.
Posicionamento de privacidade pode atrasar o desenvolvimento
Um dos motivos pelos quais o desenvolvimento de funcionalidades de dados pessoais leva mais tempo é a postura rigorosa de privacidade da Apple. Segundo relatos, na semana passada, durante uma reunião geral com funcionários, o chefe de engenharia de software, Craig Federighi, enfatizou que a IA personalizada não deve expor os dados do usuário.
Federighi afirmou: “Acreditamos que, quando o modelo recebe sua pergunta, esses dados devem permanecer privados, isso é extremamente importante”, e acrescentou que “o padrão da indústria é enviar os dados para servidores, onde eles são registrados, expostos à empresa e usados para treinar o IA.”
A Apple está “liderando” a IA, que deve ficar armazenada no dispositivo do usuário ou transmitida para servidores protegidos por privacidade, disse Federighi. A empresa também depende de informações autorizadas e dados sintéticos — gerados artificialmente para simular entradas do mundo real — ao invés de materiais diretamente extraídos dos usuários.
Na mesma reunião, o CEO da Apple, Tim Cook, sugeriu que mais mudanças ainda estão por vir, mencionando que a empresa está desenvolvendo novos chips de data center para aprimorar a IA.
Cook afirmou: “Os chips da Apple nos permitem construir soluções de data center sob medida para nossos dispositivos”, e acrescentou que “olhando para o futuro, o trabalho que estamos fazendo permitirá o desenvolvimento de novas categorias de produtos e serviços.” A mídia interpreta essas palavras como uma possível referência ao projeto Baltra, uma iniciativa de longo prazo para desenvolver chips de alta performance voltados ao processamento de IA na nuvem.
Aviso de risco e isenção de responsabilidade
O mercado apresenta riscos, e os investimentos devem ser feitos com cautela. Este artigo não constitui aconselhamento de investimento pessoal, nem leva em consideração objetivos, situação financeira ou necessidades específicas de cada usuário. Os usuários devem avaliar se as opiniões, pontos de vista ou conclusões aqui apresentadas são compatíveis com suas circunstâncias particulares. Investimentos são de responsabilidade do investidor.