Este artigo detalha o funcionamento do Stable ao abordar seus principais componentes técnicos, como o mecanismo nativo de gas USDT0, a finalização de transações em menos de um segundo e a abstração de contas via EIP 7702. Apresenta ainda os casos de uso do token STABLE e analisa a adoção e o avanço do Stable no segmento de pagamentos com stablecoins.
O Stable é posicionado como uma “Stablechain”, uma blockchain dedicada e otimizada especialmente para pagamentos com USDT. Com suporte direto de Bitfinex e Tether, busca se consolidar como infraestrutura essencial para liquidação global de dólares digitais.
O Stable foi desenvolvido para resolver gargalos recorrentes em blockchains tradicionais, como a volatilidade das taxas de gas e a lentidão nas liquidações. Entre seus principais diferenciais estão:
O grande diferencial do Stable é o mecanismo nativo de gas USDT0, ativado após o upgrade da mainnet para a versão v1.2.0. Usuários pagam taxas de transação diretamente em USDT, sem precisar converter tokens ou utilizar pontes entre cadeias.
Esse modelo viabiliza o uso prático do “pague com USDT via QR code”, ideal para pagamentos de alto volume e baixo valor em mercados emergentes.
O Stable entrega finalização de transação em menos de um segundo ao otimizar seu consenso e arquitetura de rede, tornando as transações irreversíveis em menos de um segundo após o envio. A arquitetura do sistema é composta por:

Para concretizar sua proposta de pagamentos, o Stable exige a atuação coordenada de vários componentes técnicos. As próximas seções detalham a implementação de transferências USDT0 sem gas, finalização em subsegundos e uma experiência de usuário simplificada no protocolo.
Para viabilizar transferências peer-to-peer sem taxas, o Stable adota o EIP 7702 e abstração de contas. Basta possuir USDT0 para realizar qualquer transação.
No Stable, as carteiras suportam EIP 7702 nativamente, ou seja, a funcionalidade de smart wallet já está disponível sem configurações extras. Assim, a lógica de pagamento, o processamento de taxas e as regras de autorização ficam embutidas no comportamento da carteira, sem interferência para o usuário.
O Stable utiliza o algoritmo de consenso StableBFT, gerando um novo bloco a cada 0,7 segundo, em média. As transações são finalizadas após uma única confirmação, eliminando o status pendente comum em outras blockchains e proporcionando experiência semelhante à autorização instantânea em terminais de pagamento.
Para ampliar a capacidade, o Stable está desenvolvendo a execução paralela Block STM, permitindo processar simultaneamente transações independentes — que representam de 60% a 80% do tráfego da rede. É como abrir vários caixas em um supermercado para evitar filas nos horários de pico.
O Stable elimina a necessidade de estimar gas ou gerenciar tokens nativos, mantendo compatibilidade com o ecossistema Ethereum.
O USDT0, implementado pelo padrão OFT da LayerZero, é o ativo de gas nativo do Stable. Assim, a complexidade entre cadeias é resolvida, dispensando fluxos tradicionais de ponte.
Para empresas, o Stable planeja oferecer espaço garantido em bloco, reservando capacidade dedicada para garantir throughput mesmo em congestionamentos — como faixas expressas em rodovias. Paralelamente, está em desenvolvimento uma função de transferência confidencial, que oculta valores das transações, mantendo conformidade com AML e KYC.
O STABLE é o token de governança e segurança da rede, com principais aplicações em:
O Stable se apresenta como uma Layer 1 de alta performance, feita para liquidação institucional e pagamentos B2B internacionais. Ao se diferenciar de blockchains generalistas, endereça desafios de pagamentos com stablecoins enfrentados por empresas e instituições financeiras.
Entre os principais usos do Stable estão:
Desde o segundo semestre de 2025, o ecossistema Stable passou a incluir projetos como Oobit, Orbital, Anchorage Digital, Concrete, Hourglass, Frax, Morpho e Pendle. Essas integrações viabilizam transferências sem gas do Stable em diversos produtos e serviços.

Em 23 de janeiro, o Stable anunciou a atualização da mainnet para a versão 1.2.0 em 4 de fevereiro, migrando o ativo nativo de gas para USDT0 e eliminando totalmente os fluxos de wrap e unwrap.
Em 26 de janeiro, o PayPal comunicou o lançamento de sua stablecoin regulada, PYUSD, na mainnet do Stable. Isso marcou um passo relevante para trazer stablecoins reguladas para uma camada de liquidação nativa e de alta capacidade, voltada para pagamentos reais.
No cenário de infraestrutura de pagamentos com stablecoins, redes apoiadas pela Tether como Plasma, Arc da Circle, Tempo da Stripe e Stable perseguem objetivos semelhantes. O Stable se destaca pelo alinhamento estratégico com Bitfinex e Tether e pelo efeito de rede do USDT, ainda que a execução técnica e a expansão do ecossistema exijam validação ao longo do tempo.
Do ponto de vista técnico, o Stable se diferencia por transferências USDT0 sem gas, finalização em subsegundos e experiência de usuário otimizada para pagamentos.
Após o lançamento da mainnet e o airdrop para a comunidade, o crescimento sustentável do Stable depende de sua capacidade de atrair adoção institucional e manter volume elevado de transações com stablecoins, convertendo isso em receita recorrente para a rede.
O Stable é oficialmente apoiado pela Tether e utiliza USDT como ativo nativo de gas, sendo um componente central do ecossistema Tether.
O STABLE está listado em exchanges centralizadas como Bybit e Gate, além de possuir liquidez na Uniswap e PancakeSwap.
Sim. A mainnet está ativa e foi atualizada para a versão 1.2.0 em 4 de fevereiro de 2026, adotando gas nativo USDT0.
O Stable prioriza infraestrutura de pagamentos, como transferências sem gas, enquanto o Plasma foca em integração DeFi e geração de rendimento. A finalização em menos de um segundo do Stable pode ser uma vantagem em velocidade de pagamentos.





