
Remessa por cheque é a transferência de fundos iniciada por meio de um cheque físico em papel emitido por uma pessoa física ou jurídica. Após o destinatário depositar o cheque em seu banco, os valores só são considerados finais e totalmente acessíveis após a conclusão do processo de compensação e liquidação interbancária. Essa modalidade representa um mecanismo tradicional de pagamento entre contas, historicamente utilizado para despesas pessoais, transações comerciais e pagamento de salários.
O termo remessa por cheque é uma designação informal para pagamentos feitos por meio de cheques em papel e pode também ser chamado de pagamento por cheque ou compensação de cheque nos ambientes bancário e contábil.
O cheque funciona como uma instrução escrita de pagamento, autorizando o banco a liberar determinado valor da conta do emissor para o beneficiário indicado. O emissor preenche o valor, a data e os dados do beneficiário, assinando o documento. O banco verifica a instrução, confirma o status da conta e realiza a liquidação por meio dos sistemas de compensação. Esse fluxo de verificação e liquidação é conhecido como compensação de cheque.
A remessa por cheque segue um ciclo sequencial de liquidação que define quando os valores passam de disponibilidade provisória para posse definitiva. Embora os bancos possam exibir os fundos como disponíveis antecipadamente, apenas a compensação concluída confirma a liquidação final.
Etapa 1: Emissão. O emitente preenche o cheque com o valor do pagamento, data, nome do beneficiário e assinatura autorizada. Empresas costumam utilizar cheques corporativos pré-impressos, enquanto pessoas físicas usam talões de cheque emitidos pelo banco.
Etapa 2: Entrega e Depósito. O beneficiário recebe o cheque e o deposita em uma agência bancária, caixa eletrônico ou aplicativo de depósito móvel. Se o cheque for transferido para outro titular, o beneficiário endossa no verso para autorizar novo depósito.
Etapa 3: Revisão inicial pelo banco. O banco depositário verifica o cheque quanto à validade, incluindo conferência de assinatura, ordens de sustação, restrições de conta e limites de depósito. Os fundos podem ser creditados provisoriamente nesta etapa, mas isso não representa liquidação concluída.
Etapa 4: Compensação interbancária. O banco depositário encaminha o cheque pelas redes nacionais de compensação ao banco emissor. O banco emissor checa se há saldo suficiente e se a instrução é válida. Caso a verificação não seja aprovada, o cheque é devolvido sem pagamento, conhecido como cheque devolvido.
Etapa 5: Crédito final. Após a compensação ser concluída com sucesso, os valores são creditados de forma definitiva na conta do beneficiário. A partir desse momento, reversões são difíceis e o risco de liquidação passa ao beneficiário.
A remessa por cheque oferece benefícios operacionais específicos, mas apresenta limitações estruturais que impactam velocidade, certeza e exposição ao risco.
Entre as vantagens, o cheque permite pagamentos sem necessidade de divulgar todos os dados bancários, proporciona trilhas de auditoria documental claras e permite controlar o momento da liberação dos valores. Muitas empresas mantêm o uso de cheques por serem fáceis de documentar, arquivar e conciliar para fins contábeis e regulatórios.
Por outro lado, remessas por cheque são mais lentas que alternativas eletrônicas devido ao manuseio físico, atrasos no envio e múltiplas etapas de verificação. A liquidação pode levar vários dias úteis, conforme política do banco, histórico do cliente e jurisdição. Cheques podem ser perdidos, atrasados ou interceptados durante o transporte. Saldo insuficiente, ordens de sustação ou restrições de conta podem gerar devoluções e tarifas bancárias ao beneficiário. Riscos de fraude como falsificação, alteração e golpes de pagamento em excesso continuam sendo preocupações recorrentes.
Remessas por cheque seguem disponíveis em bancos principalmente para transações domésticas, especialmente em fluxos corporativos, institucionais e governamentais. O uso caiu significativamente com o avanço das soluções de pagamento eletrônico.
No sistema bancário nacional, empresas emitem cheques para fornecedores ou prestadores de serviço. Os beneficiários depositam os cheques em seus bancos, iniciando o processo padrão de compensação. Em algumas jurisdições, bancos aplicam análise reforçada ou prazo de retenção maior para cheques de alto valor, gerenciando riscos de fraude e liquidez.
Em operações internacionais, remessas por cheque são pouco eficientes. Cheques físicos precisam ser enviados por correio internacional e processados por bancos correspondentes, exigindo conversão de moeda e revisões adicionais de conformidade. Esses fatores aumentam consideravelmente o tempo e o custo de liquidação. Por isso, transferências eletrônicas e canais regulados são preferidos para pagamentos internacionais.
Em 2025 e 2026, bancos ainda aceitam depósitos por cheque, mas pessoas físicas e empresas favorecem cada vez mais alternativas digitais. O volume total de pagamentos processados por cheque segue em queda a cada ano.
Remessas por cheque, transferências eletrônicas (wire transfers) e pagamentos ACH diferem substancialmente em velocidade, custo, reversibilidade e certeza de liquidação. Essas diferenças influenciam a escolha para cada finalidade. Os prazos de liquidação variam conforme banco, jurisdição e perfil da operação.
| Método de transferência | Velocidade típica de liquidação (pode variar conforme banco e jurisdição) | Principais características |
|---|---|---|
| Remessa por cheque | Vários dias úteis | Em papel, crédito provisório antes da compensação, maior risco de fraude e devolução |
| Transferência eletrônica (Wire Transfer) | No mesmo dia ou no dia útil seguinte | Liquidação direta entre bancos, taxas mais elevadas, reversibilidade limitada |
| Transferência ACH (EUA) | De um a três dias úteis | Processamento em lote de baixo custo, velocidade moderada, janelas de devolução definidas |
Transferências eletrônicas são normalmente utilizadas para transações urgentes ou de alto valor, por sua rapidez e certeza de confirmação. Redes ACH nos Estados Unidos suportam pagamentos recorrentes, como folha de pagamento e contas, com baixo custo. Remessas por cheque são a opção mais lenta e dependem do manuseio e verificação manual.
Remessas por cheque geralmente não são aceitas diretamente por plataformas de negociação de criptomoedas. Essas plataformas utilizam canais eletrônicos rastreáveis e regulamentados, que oferecem liquidação mais rápida, trilhas de auditoria claras e controles antifraude mais robustos.
Para depósitos em moeda fiduciária na Gate, o procedimento padrão envolve transferências por cartão bancário regulamentado ou transferências eletrônicas, que exigem verificação de identidade e vinculação de conta. Devido à lentidão na liquidação, complexidade na verificação e risco elevado de fraude, remessas por cheque normalmente não são aceitas como método de depósito.
Os principais riscos associados às remessas por cheque incluem cheques falsificados ou alterados, golpes de pagamento em excesso, saldo insuficiente que gera devoluções e confusão entre crédito provisório e liquidação definitiva.
As estratégias para mitigar riscos incluem:
Se houver problemas, solicite imediatamente a sustação do pagamento ou comunique o banco. Mantenha registros de todas as comunicações e documentos para eventual resolução de disputas.
É comum acreditar que o aumento do saldo disponível indica liquidação concluída. Na realidade, bancos podem creditar valores provisoriamente antes da compensação final, e falhas na compensação podem resultar em devolução.
Outro equívoco é supor que a confirmação verbal de funcionários do banco garante a conclusão do pagamento. Apenas a compensação confirmada e o crédito definitivo estabelecem liquidação irreversível.
Alguns usuários subestimam os riscos de envio e manuseio. Lacre inadequado, ausência de rastreamento ou dados bancários visíveis aumentam a exposição a furto ou fraude. O envio seguro e o manuseio cuidadoso reduzem esses riscos.
Remessas por cheque são um método de pagamento tradicional, baseado em instrumentos físicos e liquidação demorada. Oferecem documentação e divulgação limitada dos dados bancários, mas são mais lentas e arriscadas que alternativas eletrônicas. Para plataformas Web3 como a Gate, transferências por cartão bancário e transferências eletrônicas são os métodos preferenciais para depósitos fiduciários em conformidade. Para pagamentos de alto valor ou urgentes, a certeza da liquidação deve ser prioridade, e nenhum valor deve ser trocado antes da confirmação definitiva.
O cheque é emitido por pessoa física ou jurídica e depende do saldo e autorização do emissor. A ordem de pagamento bancária, também chamada de cheque administrativo, é emitida pelo banco com fundos reservados no momento da emissão. Cheques dependem da credibilidade do emissor, enquanto ordens de pagamento dependem da obrigação do banco, tornando-as mais seguras.
Transferências bancárias online normalmente liquidam mais rápido que remessas por cheque, pois dispensam o manuseio físico e a compensação em papel. Por isso, transferências eletrônicas são preferidas quando velocidade e certeza são essenciais.
Na maioria dos casos, não. Cheques precisam ser depositados ou enviados para cobrança, e os bancos verificam os fundos junto ao banco emissor. O acesso ao saque costuma ser restrito até a conclusão da compensação.
O cheque administrativo é garantido por fundos reservados pelo banco emissor, permitindo acesso mais rápido e confiável aos valores. O cheque comum depende do saldo da conta do emissor e apresenta maior risco de não pagamento.
Riscos comuns incluem cheques devolvidos, instrumentos falsificados ou alterados, esquemas de pagamento em excesso e golpes de personificação. Qualquer cheque desconhecido ou inesperado deve ser verificado diretamente com o banco oficial antes da aceitação ou depósito.


