Guangdong e Fujian este ano entraram oficialmente no clube das províncias desenvolvidas. À primeira vista, é um passo significativo, mas a complexidade do desenvolvimento reside no facto de que dentro de cada província existem disparidades internas consideráveis, que muitas vezes permanecem invisíveis para os observadores externos. O que torna evidente que a divergência entre cidades e zonas rurais continua a ser um problema sério é a comparação dos indicadores das regiões mais ricas e mais pobres.
Como Guangdong lidera entre as províncias chinesas
Em Guangdong, as cinco cidades mais industriais formam a espinha dorsal económica da província: Shenzhen, Guangzhou, Foshan, Dongguan e Zhuhai. Juntas, constituem o motor do desenvolvimento económico, enquanto Fujian é mais concentrada: a sua economia baseia-se em três cidades — Xiamen, Fuzhou e Quanzhou.
Guangdong está dividida em quatro regiões claramente distintas, cada uma caracterizada pela sua dinâmica económica. A Região do Delta (onde estão Guangzhou e Shenzhen) é o centro económico, muito mais rica do que as outras. As regiões Oeste e Norte fazem fronteira com as províncias de Guangxi e Jiangxi, mantendo uma economia moderada. No Leste, na área de Chaozhou, a situação parece paradoxal: aqui nasceram muitos bilionários, mas a maior parte da população vive com rendimentos modestos, enquanto os próprios ricos mudaram-se para Hong Kong, Guangzhou ou Shenzhen.
Disparidades internas e o facto da população
A principal diferença entre as duas províncias reside na demografia. Guangdong, com os seus 1,27 mil milhões de habitantes, quase o dobro de Fujian, onde vivem pouco mais de 40 milhões de pessoas. Esta enorme diferença no número de habitantes influencia diretamente o PIB total. Embora o PIB de Fujian não seja pequeno a nível mundial, ele fica bastante atrás do PIB de Guangdong, que já ultrapassou os indicadores da Rússia e da Coreia do Sul. Os analistas pressupõem que, dentro de dez anos, Guangdong terá potencial para superar até o Japão e a Alemanha em volume económico total.
Novas oportunidades graças à globalização
Há dois anos, as pessoas de Guangdong e Fujian nem imaginavam que as suas cidades se desenvolveriam a tal ritmo. Esta transformação tornou-se possível não só devido à indústria local, mas também graças ao fluxo global de bens. Milho barato, legumes de todas as regiões da China e frutas do Sudeste Asiático, Chile, são exportados para a região, proporcionando aos habitantes acesso a produtos de qualidade a preços baixos. Isto reforçou significativamente o seu poder de compra.
Com a expansão da Internet, os chineses descobriram que um americano ou europeu comum não vive em luxo inalcançável. Esta troca de informações mudou a mentalidade e a motivação de milhões de pessoas para trabalhar no desenvolvimento contínuo.
Visão do futuro: vinte anos e além
Se o povo chinês fizer esforços consistentes durante mais vinte anos, poderá não só alcançar o nível do Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, França e Alemanha, mas também superá-los. Nesta fase, o objetivo já não é o PIB total — que há muito ultrapassou os indicadores de todos os países desenvolvidos — mas sim a renda per capita. Afinal, a população chinesa é várias vezes maior do que a de qualquer um desses países. No mundo, há um grupo de países que atualmente se assemelha a Guangdong e Fujian no estágio de desenvolvimento — Polónia e Grécia. Guangdong já superou os seus indicadores, mas ainda não atingiu as regiões ricas tradicionais da Europa e América. O caminho à frente é uma transformação profunda, que exige não só crescimento económico, mas também mudanças estruturais nos setores social e produtivo.
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Guangdong e Fujian: duas províncias que atingiram o nível de países desenvolvidos
Guangdong e Fujian este ano entraram oficialmente no clube das províncias desenvolvidas. À primeira vista, é um passo significativo, mas a complexidade do desenvolvimento reside no facto de que dentro de cada província existem disparidades internas consideráveis, que muitas vezes permanecem invisíveis para os observadores externos. O que torna evidente que a divergência entre cidades e zonas rurais continua a ser um problema sério é a comparação dos indicadores das regiões mais ricas e mais pobres.
Como Guangdong lidera entre as províncias chinesas
Em Guangdong, as cinco cidades mais industriais formam a espinha dorsal económica da província: Shenzhen, Guangzhou, Foshan, Dongguan e Zhuhai. Juntas, constituem o motor do desenvolvimento económico, enquanto Fujian é mais concentrada: a sua economia baseia-se em três cidades — Xiamen, Fuzhou e Quanzhou.
Guangdong está dividida em quatro regiões claramente distintas, cada uma caracterizada pela sua dinâmica económica. A Região do Delta (onde estão Guangzhou e Shenzhen) é o centro económico, muito mais rica do que as outras. As regiões Oeste e Norte fazem fronteira com as províncias de Guangxi e Jiangxi, mantendo uma economia moderada. No Leste, na área de Chaozhou, a situação parece paradoxal: aqui nasceram muitos bilionários, mas a maior parte da população vive com rendimentos modestos, enquanto os próprios ricos mudaram-se para Hong Kong, Guangzhou ou Shenzhen.
Disparidades internas e o facto da população
A principal diferença entre as duas províncias reside na demografia. Guangdong, com os seus 1,27 mil milhões de habitantes, quase o dobro de Fujian, onde vivem pouco mais de 40 milhões de pessoas. Esta enorme diferença no número de habitantes influencia diretamente o PIB total. Embora o PIB de Fujian não seja pequeno a nível mundial, ele fica bastante atrás do PIB de Guangdong, que já ultrapassou os indicadores da Rússia e da Coreia do Sul. Os analistas pressupõem que, dentro de dez anos, Guangdong terá potencial para superar até o Japão e a Alemanha em volume económico total.
Novas oportunidades graças à globalização
Há dois anos, as pessoas de Guangdong e Fujian nem imaginavam que as suas cidades se desenvolveriam a tal ritmo. Esta transformação tornou-se possível não só devido à indústria local, mas também graças ao fluxo global de bens. Milho barato, legumes de todas as regiões da China e frutas do Sudeste Asiático, Chile, são exportados para a região, proporcionando aos habitantes acesso a produtos de qualidade a preços baixos. Isto reforçou significativamente o seu poder de compra.
Com a expansão da Internet, os chineses descobriram que um americano ou europeu comum não vive em luxo inalcançável. Esta troca de informações mudou a mentalidade e a motivação de milhões de pessoas para trabalhar no desenvolvimento contínuo.
Visão do futuro: vinte anos e além
Se o povo chinês fizer esforços consistentes durante mais vinte anos, poderá não só alcançar o nível do Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, França e Alemanha, mas também superá-los. Nesta fase, o objetivo já não é o PIB total — que há muito ultrapassou os indicadores de todos os países desenvolvidos — mas sim a renda per capita. Afinal, a população chinesa é várias vezes maior do que a de qualquer um desses países. No mundo, há um grupo de países que atualmente se assemelha a Guangdong e Fujian no estágio de desenvolvimento — Polónia e Grécia. Guangdong já superou os seus indicadores, mas ainda não atingiu as regiões ricas tradicionais da Europa e América. O caminho à frente é uma transformação profunda, que exige não só crescimento económico, mas também mudanças estruturais nos setores social e produtivo.