As perspetivas da economia dos Estados Unidos são otimistas, há riscos de inflação? O Federal Reserve tem dificuldade em reduzir as taxas de juro rapidamente
A economia dos Estados Unidos mantém-se robusta, com o impulso de crescimento ainda presente, e o mercado de trabalho, embora tenha desacelerado, continua a mostrar resiliência. Segundo a ChainCatcher, Christian Hüttel, chefe do departamento de dívida corporativa global do banco de investimento suíço Vontobel, aponta que o maior obstáculo atual é o nível elevado de inflação, o que coloca o Federal Reserve numa encruzilhada — o crescimento económico favorável não exige uma redução rápida das taxas de juro, mas a inflação acima das expectativas torna a política mais cautelosa.
A estabilidade dos fundamentos económicos mantém-se
Apesar de o mercado ter temido uma desaceleração económica, os dados mais recentes mostram que a resiliência da economia dos EUA persiste. O consumo mantém-se estável, o investimento empresarial ainda apresenta sinais de vitalidade, e a taxa de desemprego, embora flutuante, não mostra deterioração significativa. Isto indica que a maior economia do mundo continua a operar numa trajetória estável, sem risco de recessão à vista.
A “aderência” da inflação trava a redução das taxas de juro
A taxa de inflação permanece acima do objetivo de 2% do Federal Reserve, sendo este o principal fator que limita uma mudança de política. A persistência da inflação obriga o Fed a adiar o corte das taxas para evitar que uma flexibilização prematura da política leve a uma nova escalada dos preços. Esta postura de cautela tem provocado uma reavaliação das perspetivas de política nos mercados financeiros.
As reuniões do FOMC em março e junho podem marcar uma viragem
Os investidores devem acompanhar de perto as próximas reuniões do Federal Reserve. As duas reuniões-chave do primeiro semestre podem abrir uma janela para ajustes de política. Se os dados de inflação mostrarem sinais de melhoria, o Fed poderá transmitir sinais mais moderados nestas reuniões, preparando o terreno para cortes posteriores.
As declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, movimentam o mercado
Cada declaração do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, é altamente observada. O mercado aguarda sinais claros sobre possíveis ajustes adicionais na política. Se Powell sugerir que a possibilidade de redução das taxas aumenta, isso poderá impulsionar os preços dos ativos de risco; por outro lado, uma postura mais cautelosa pode provocar ajustes no mercado. Os investidores precisam compreender quais fatores podem levar o Fed a alterar o seu percurso de política, sendo a evolução dos dados de inflação a principal referência.
Ver original
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
As perspetivas da economia dos Estados Unidos são otimistas, há riscos de inflação? O Federal Reserve tem dificuldade em reduzir as taxas de juro rapidamente
A economia dos Estados Unidos mantém-se robusta, com o impulso de crescimento ainda presente, e o mercado de trabalho, embora tenha desacelerado, continua a mostrar resiliência. Segundo a ChainCatcher, Christian Hüttel, chefe do departamento de dívida corporativa global do banco de investimento suíço Vontobel, aponta que o maior obstáculo atual é o nível elevado de inflação, o que coloca o Federal Reserve numa encruzilhada — o crescimento económico favorável não exige uma redução rápida das taxas de juro, mas a inflação acima das expectativas torna a política mais cautelosa.
A estabilidade dos fundamentos económicos mantém-se
Apesar de o mercado ter temido uma desaceleração económica, os dados mais recentes mostram que a resiliência da economia dos EUA persiste. O consumo mantém-se estável, o investimento empresarial ainda apresenta sinais de vitalidade, e a taxa de desemprego, embora flutuante, não mostra deterioração significativa. Isto indica que a maior economia do mundo continua a operar numa trajetória estável, sem risco de recessão à vista.
A “aderência” da inflação trava a redução das taxas de juro
A taxa de inflação permanece acima do objetivo de 2% do Federal Reserve, sendo este o principal fator que limita uma mudança de política. A persistência da inflação obriga o Fed a adiar o corte das taxas para evitar que uma flexibilização prematura da política leve a uma nova escalada dos preços. Esta postura de cautela tem provocado uma reavaliação das perspetivas de política nos mercados financeiros.
As reuniões do FOMC em março e junho podem marcar uma viragem
Os investidores devem acompanhar de perto as próximas reuniões do Federal Reserve. As duas reuniões-chave do primeiro semestre podem abrir uma janela para ajustes de política. Se os dados de inflação mostrarem sinais de melhoria, o Fed poderá transmitir sinais mais moderados nestas reuniões, preparando o terreno para cortes posteriores.
As declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, movimentam o mercado
Cada declaração do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, é altamente observada. O mercado aguarda sinais claros sobre possíveis ajustes adicionais na política. Se Powell sugerir que a possibilidade de redução das taxas aumenta, isso poderá impulsionar os preços dos ativos de risco; por outro lado, uma postura mais cautelosa pode provocar ajustes no mercado. Os investidores precisam compreender quais fatores podem levar o Fed a alterar o seu percurso de política, sendo a evolução dos dados de inflação a principal referência.