As ambições da China de posicionar o seu yuan como moeda de reserva mundial enfrentam obstáculos sérios, enraizados na política monetária nacional. Nos últimos anos, a moeda chinesa demonstrou uma posição enfraquecida no cenário internacional, como evidenciam dados estatísticos objetivos. Os bancos centrais de todo o mundo continuam a evitar o yuan em favor de ativos mais estáveis e livremente conversíveis.
Restrições cambiais como barreira para o yuan
O principal problema reside nas restrições cambiais rigorosas que a China impôs ao yuan. Segundo a análise da NS3.AI, essa política levou a uma redução significativa na participação da moeda chinesa nas reservas internacionais: de 2,83% em 2022, caiu para 1,93% até o final do período seguinte. Essa queda reflete o crescente descontentamento dos bancos centrais, que buscam ativos com maior liquidez e sem obstáculos administrativos na conversão.
Infraestrutura não resolve o problema fundamental
As tentativas de Pequim de ampliar a aceitação do yuan por meio de inovações tecnológicas, como o desenvolvimento do Sistema de Pagamentos Interbancários (CIPS) e o lançamento da versão digital do yuan, permanecem insuficientes. Embora essas iniciativas melhorem a infraestrutura de pagamento, elas não eliminam o principal obstáculo — a limitada conversibilidade da moeda chinesa. Os bancos centrais continuam a preferir ativos que possam ser utilizados livremente, sem restrições governamentais.
Criptomoedas preenchem o vazio criado
Como resultado dessas restrições, uma nova realidade surge no mercado de ativos de reserva. Stablecoins em dólares e Bitcoin são cada vez mais considerados pelos bancos centrais como alternativas práticas para diversificação de carteiras. Esses ativos criptográficos oferecem aquilo que a moeda chinesa não consegue — liquidez total e ausência de restrições geográficas ou políticas na circulação. Se Pequim não implementar reformas abrangentes para liberalizar o yuan, é de se esperar uma redistribuição contínua das reservas globais em direção a ativos criptográficos.
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Por que a moeda da China não pode tornar-se uma moeda de reserva global
As ambições da China de posicionar o seu yuan como moeda de reserva mundial enfrentam obstáculos sérios, enraizados na política monetária nacional. Nos últimos anos, a moeda chinesa demonstrou uma posição enfraquecida no cenário internacional, como evidenciam dados estatísticos objetivos. Os bancos centrais de todo o mundo continuam a evitar o yuan em favor de ativos mais estáveis e livremente conversíveis.
Restrições cambiais como barreira para o yuan
O principal problema reside nas restrições cambiais rigorosas que a China impôs ao yuan. Segundo a análise da NS3.AI, essa política levou a uma redução significativa na participação da moeda chinesa nas reservas internacionais: de 2,83% em 2022, caiu para 1,93% até o final do período seguinte. Essa queda reflete o crescente descontentamento dos bancos centrais, que buscam ativos com maior liquidez e sem obstáculos administrativos na conversão.
Infraestrutura não resolve o problema fundamental
As tentativas de Pequim de ampliar a aceitação do yuan por meio de inovações tecnológicas, como o desenvolvimento do Sistema de Pagamentos Interbancários (CIPS) e o lançamento da versão digital do yuan, permanecem insuficientes. Embora essas iniciativas melhorem a infraestrutura de pagamento, elas não eliminam o principal obstáculo — a limitada conversibilidade da moeda chinesa. Os bancos centrais continuam a preferir ativos que possam ser utilizados livremente, sem restrições governamentais.
Criptomoedas preenchem o vazio criado
Como resultado dessas restrições, uma nova realidade surge no mercado de ativos de reserva. Stablecoins em dólares e Bitcoin são cada vez mais considerados pelos bancos centrais como alternativas práticas para diversificação de carteiras. Esses ativos criptográficos oferecem aquilo que a moeda chinesa não consegue — liquidez total e ausência de restrições geográficas ou políticas na circulação. Se Pequim não implementar reformas abrangentes para liberalizar o yuan, é de se esperar uma redistribuição contínua das reservas globais em direção a ativos criptográficos.