
A taxa média de retorno consolida múltiplos resultados num único “nível médio”, facilitando a análise do desempenho global. Permite agregar retornos de vários períodos (por exemplo, meses distintos) ou de diferentes ativos (como diversas criptomoedas), tornando a comparação mais ágil e apoiando decisões de investimento mais informadas.
A taxa de retorno representa a proporção entre o lucro obtido e o montante investido. Por exemplo, se investir 1 000 yuan e terminar com 1 100 yuan, a taxa de retorno é de 10 %. Calcular a taxa média de retorno equivale a obter a média das notas em vários exames num semestre; no contexto de investimento, junta os retornos de vários períodos numa métrica comparável.
A taxa média de retorno transforma dados dispersos de desempenho numa visão clara e global, permitindo comparar a eficácia de diferentes estratégias, ativos ou períodos. Dá resposta consistente à questão: “Quanto ganhei no total neste período?”
No mercado de criptoativos, onde os preços são altamente voláteis e as estratégias variam (spot trading, poupança, trading em grelha, estratégias quantitativas), a taxa média de retorno permite avaliar rapidamente qual abordagem é mais estável ou identificar períodos de desempenho anómalo, facilitando o ajuste da carteira ou a execução de ordens de take-profit/stop-loss.
Os métodos mais utilizados são a média aritmética e a média geométrica. Seleccione o método mais adequado ao seu contexto.
Passo 1: Liste as taxas de retorno de cada período. Por exemplo, retornos em três meses: +10 %, -10 % e +10 %.
Passo 2: A média aritmética é a soma das taxas de cada período dividida pelo número de períodos: (+10 % -10 % +10 %) ÷ 3 = 3,33 %. É intuitiva, mas não considera o efeito da capitalização.
Passo 3: A média geométrica trata cada período como “capital multiplicado por um coeficiente”, calculando depois a raiz enésima para apurar o crescimento médio por período: [(1+10 %)×(1-10 %)×(1+10 %)]^(1/3) - 1 ≈ 2,89 %. Este método considera perdas e capitalização.
Para carteiras multiativos num único período, utilize a “média aritmética ponderada”. Por exemplo, se os pesos forem BTC 60 %, ETH 20 % e poupança estável 20 %, com retornos de 5 %, 8 % e 1 % respetivamente, a taxa média de retorno da carteira será: 0,6×5 % + 0,2×8 % + 0,2×1 % = 4,8 %.
A distinção principal está em considerar ou não a capitalização e as perdas. A média aritmética é mais simples; a geométrica reflete melhor o crescimento real do capital.
Em cenários de volatilidade, a média geométrica tende a ser inferior à aritmética, pois grandes perdas reduzem a base de capital e ganhos posteriores têm de compensar essas perdas. Para avaliação de estratégias a longo prazo ou comparações multi-período, prefira a média geométrica. Para comparar ativos num único período ou para estimativas rápidas, a média aritmética é mais prática.
Regra prática: Se quer saber “quanto cresceu a sua conta no total”, utilize a média geométrica; se pretende “o ganho médio entre vários ativos em simultâneo”, use a média aritmética ponderada.
A taxa média de retorno pode ser usada para avaliar posições spot, produtos de poupança, estratégias automatizadas e respetivo desempenho em diferentes períodos. É útil para comparar ativos e estratégias.
Na Gate:
Em cenários de elevada volatilidade ou capitalização multi-período, privilegie a média geométrica para evitar ser induzido em erro por médias elevadas de curto prazo.
A taxa média de retorno não indica diretamente o nível de risco, mas o risco afeta a relevância da média. Em ambientes de forte volatilidade, a média geométrica será geralmente inferior à aritmética, levando a um crescimento do capital mais lento a longo prazo.
Se duas estratégias apresentam taxas médias semelhantes, a de menor volatilidade é normalmente preferível, pois a sua média geométrica será superior e o crescimento mais regular. Uma gestão de risco eficaz (dimensionamento de posições, stop-loss, diversificação) aumenta a eficiência da capitalização e pode transformar a mesma taxa média de retorno em melhores resultados a longo prazo.
Três equívocos típicos:
Siga um processo simplificado para obter uma estimativa fiável sem recorrer a programação complexa:
Passo 1: Defina o período e o método. Para avaliação a longo prazo, utilize a média geométrica; para comparação transversal de ativos num único período, recorra à média aritmética ponderada.
Passo 2: Recolha os dados. Exporte o saldo inicial, saldo final e depósitos/levantamentos líquidos dos registos de ativos ou histórico de transações da Gate. Para avaliação de estratégias, exporte os resultados de cada período do histórico de estratégias.
Passo 3: Calcule os retornos por período: Para cada mês/semana, retorno de um período = (saldo final − saldo inicial − depósitos líquidos) ÷ saldo inicial.
Passo 4: Consolide na taxa média de retorno:
Antes de estimar, clarifique o objetivo e mantenha o método de cálculo consistente. Quando houver alavancagem ou derivados, a volatilidade e o risco aumentam—adote especial cautela.
A taxa anualizada de retorno converte a taxa média obtida num determinado período num valor anual, facilitando comparações entre períodos distintos. Ao usar a média geométrica para anualização, deve considerar-se a capitalização dos resultados.
Por exemplo, uma média geométrica mensal de 2 % anualiza para cerca de (1+2 %) ^12−1≈26,8 %, não simplesmente 2 %×12=24 %. Multiplicar médias aritméticas pelo número de períodos pode sobrestimar ou subestimar os efeitos reais da capitalização.
Quando comparar, esclareça sempre: qual o método de cálculo (aritmético ou geométrico) utilizado na anualização e qual o período de base (semana/mês/trimestre). A consistência nestes pontos garante comparabilidade.
Aviso de risco: Os preços dos criptoativos são altamente voláteis; médias históricas não garantem resultados futuros. Ao usar alavancagem ou derivados, as perdas potenciais podem ser ampliadas. Avalie cuidadosamente o risco e a sua tolerância antes de investir.
A fórmula base é: (Saldo final − saldo inicial) / saldo inicial × 100 %. Por exemplo, se investir 1 000 yuan e tiver 1 200 yuan após um ano, a taxa média de retorno é (1 200-1 000)/1 000 × 100 % = 20 %. Para cálculos reais, considere a duração do investimento e escolha entre média aritmética ou geométrica. As ferramentas de gestão de ativos da Gate, com calculadoras integradas, permitem obter resultados rapidamente.
A avaliação da taxa de retorno depende do prazo do investimento e do nível de risco. Em trading de curto prazo (operações diárias), 20 % pode ser excelente; ao longo de um ano, compare com benchmarks do mercado. Para ativos de elevado risco (como tokens de pequena capitalização), 20 % pode ser baixo; para ativos de baixo risco (como stablecoins), é bastante atrativo. Compare com médias de ativos semelhantes e com a sua própria tolerância ao risco, em vez de seguir apenas valores absolutos.
A página “Resumo de Ativos” da Gate apresenta o rendimento global. Em alternativa: (Total de ativos atuais − Total investido) / Total investido × 100 %. Se tiver múltiplas transações de compra/venda, exporte os dados do “Histórico de Transações” da Gate, segmente por período e calcule médias ponderadas. Para carteiras de longo prazo, registe resultados mensal ou trimestralmente para acompanhar tendências ao longo do tempo.
Retornos elevados com elevada volatilidade significam risco acrescido—estes investimentos tendem a ser menos estáveis. A taxa média de retorno mostra apenas o desempenho médio; não reflete as flutuações de risco. Um investimento pode apresentar uma taxa anualizada de 50 %, mas sofrer uma perda de 80 % num único mês—situação inaceitável para investidores avessos ao risco. O ideal é monitorizar tanto a “taxa de retorno” como o “Sharpe ratio” (retorno ajustado ao risco); consulte indicadores de volatilidade nas análises avançadas da Gate para uma visão abrangente.
Muitos iniciantes confundem lucros de operações isoladas com retornos médios de longo prazo ou ignoram o impacto da inflação nos resultados reais. Ganhar 20 % pode parecer impressionante até considerar uma inflação de 10 %—o ganho real é apenas cerca de 9 %. Outro erro é assumir que médias históricas garantem desempenho futuro, apesar das condições de mercado mudarem. Os novos investidores devem registar retornos ponderados de ciclos completos e comparar dados entre períodos, em vez de focar apenas em operações individuais.


