Visão geral do mercado de empréstimos empresariais em 2026: dados, tendências, oportunidades e perspectivas

As pequenas e médias empresas são um motor importante do desenvolvimento económico, mas enfrentam constantemente o desafio do acesso ao financiamento. Quer seja para expansão de negócios, capital de giro ou aquisição de equipamentos, os empréstimos empresariais tornaram-se um suporte fundamental para o crescimento das empresas. À medida que a economia global se recupera gradualmente dos efeitos da pandemia, compreender as últimas dinâmicas e tendências do mercado de empréstimos empresariais torna-se especialmente relevante. Este artigo, através de uma análise abrangente de dados, revela a verdadeira face do mercado de financiamento empresarial em 2026.

O tamanho do mercado global de empréstimos empresariais atinge novo máximo

Atualmente, o mercado global de empréstimos empresariais tornou-se numa vasta área de investimento. Segundo dados de uma empresa de pesquisa de mercado, o valor estimado do mercado de empréstimos comerciais globais atingiu 1,904 triliões de dólares em 2025, expandindo-se para 2,215 triliões de dólares em 2026, um aumento superior a 300 mil milhões de dólares. Isto reflete uma forte recuperação na procura de financiamento por parte das empresas após a pandemia.

De olho no futuro, a tendência de crescimento mantém-se clara. Prevê-se que, em 2027, o mercado atinja cerca de 2,57 triliões de dólares, e que em 2028 ultrapasse os 3,02 triliões de dólares, podendo chegar a mais de 4,038 triliões de dólares até 2030. Entre 2026 e 2030, o mercado de empréstimos comerciais deverá expandir-se a uma taxa composta de crescimento anual de 16,2%, uma taxa elevada no mercado financeiro, indicando uma procura contínua e robusta por parte das empresas globais. Este crescimento deve-se principalmente ao aumento da procura de financiamento por parte de PME, ao surgimento de plataformas digitais de empréstimo e à melhoria progressiva das condições de crédito por parte das instituições financeiras.

A transformação digital está a remodelar o ecossistema de empréstimos empresariais

Na era da economia digital, as formas de obtenção de empréstimos empresariais estão a mudar profundamente. O mercado global de empréstimos digitais já atingiu um valor de 507 mil milhões de dólares, com as PME a tornarem-se nos principais utilizadores e beneficiários destes empréstimos.

Os avanços na automação dos empréstimos digitais têm sido particularmente notáveis, reduzindo o tempo de aprovação tradicional em até 70%, permitindo que muitos pedidos simples sejam aprovados quase de forma instantânea. Esta mudança é de grande importância para as pequenas empresas — empréstimos que anteriormente podiam levar semanas a ser aprovados podem agora ser concluídos em horas ou dias.

A diferenciação entre canais tradicionais e modernos de financiamento também se acentua. Segundo inquéritos, cerca de 74% das pequenas empresas que procuram fundos de operação rápidos optaram por fornecedores não bancários ou plataformas online, indicando uma migração do financiamento tradicional bancário para plataformas digitais. Esta mudança reflete tanto a busca por maior eficiência por parte das empresas como o impacto das inovações em fintech no sistema financeiro tradicional.

Estado das candidaturas e aprovações de empréstimos empresariais

No panorama geral, cerca de 37% das pequenas empresas empregadoras solicitaram, nos últimos 12 meses, empréstimos, linhas de crédito ou adiantamentos de caixa para comerciantes. Este dado demonstra que, numa fase de recuperação económica, a procura de financiamento continua a ser uma necessidade comum às empresas.

No que diz respeito às aprovações, 51% dos candidatos receberam o montante total solicitado, uma taxa relativamente estável face aos anos anteriores. Contudo, há diferenças significativas entre as instituições de crédito: 54% das candidaturas a pequenos bancos foram totalmente aprovadas, sendo a taxa mais elevada entre os diferentes tipos de entidades; cooperativas de crédito e empresas financeiras aprovaram 51% dos pedidos; por outro lado, as plataformas de empréstimo online aprovaram apenas 44%, e os grandes bancos tiveram uma redução na taxa de aprovação, também para 44%, com taxas de rejeição de 30% e 34%, respetivamente. Este contraste evidencia que as instituições financeiras tradicionais de menor dimensão continuam a oferecer um apoio mais estável às PME.

Entre os novos empréstimos aprovados, as pequenas empresas receberam em média 75% do valor solicitado, indicando que muitas terão de preparar planos para cobrir lacunas de financiamento. Além disso, cerca de 82% dos pedidos de empréstimo por parte de pequenas empresas receberam pelo menos uma parte do financiamento, demonstrando uma maior inclusão no acesso ao crédito.

Objetivos principais na candidatura a empréstimos empresariais

Dados indicam que 56% das candidaturas de pequenas empresas visam cobrir despesas operacionais, sendo este o principal objetivo de financiamento. Seguem-se 46% das empresas que solicitam empréstimos para expansão ou aproveitamento de novas oportunidades de negócio. Especificamente, 42,4% destinam os fundos à expansão direta do negócio, 29,4% à compra de equipamentos, 28,6% a marketing e publicidade, 27,6% ao apoio a franchising, 26,8% à aquisição ou renovação de imóveis comerciais, 25,4% a fusões e aquisições, 24,2% à compra de inventário e 22,4% à manutenção do fluxo de caixa operacional.

Estes dados refletem uma utilização diversificada dos empréstimos, que inclui tanto financiamento de sobrevivência para operações diárias como apoio estratégico ao crescimento. Destaca-se ainda que, entre os beneficiários de empréstimos aprovados em 2026, cerca de 65% utilizam os fundos principalmente para necessidades de capital de exploração, reforçando a importância de garantir fluxo de caixa.

Panorama das taxas de juro e condições de crédito

Em relação às taxas de juro, em 2026, o intervalo para empréstimos comerciais varia aproximadamente entre 3% e 60,9%, dependendo da instituição, do tipo de produto e do perfil de crédito do tomador. Especificamente, os empréstimos tradicionais a pequenas empresas apresentam taxas entre 6,3% e 11,5%, com taxas fixas do programa SBA 7(a) entre 11,75% e 14,75%, e taxas variáveis entre 9,75% e 13,25%. A taxa média de empréstimos comerciais a prazo fixo situa-se em 7,23%, enquanto a de taxas variáveis é de 7,79%. Em contrapartida, as taxas de juros de empréstimos online a prazo variam bastante, indo de 14% a 99% ao ano, enquanto os microcréditos SBA situam-se entre 8% e 13%, e a taxa média de linhas de crédito empresariais fica entre 6,47% e 7,92%.

A pontuação de crédito é um fator crucial na aprovação de empréstimos. Os bancos e cooperativas de crédito geralmente exigem uma pontuação média de 680 ou superior, enquanto as instituições SBA 7(a) procuram pontuações entre 620 e 680. As plataformas online tendem a ser mais permissivas, aprovando pedidos com pontuações tão baixas quanto 650. Estudos indicam que 55% dos candidatos aprovados reportaram uma pontuação de crédito pessoal de 700 ou superior, embora cerca de 20% dos beneficiários com pontuações inferiores a 660 tenham conseguido financiamento, demonstrando que a pontuação não é o único fator decisivo. Para pontuações acima de 720, a taxa de aprovação atinge 75%. Para os microcréditos SBA, é necessário um score SBSS de pelo menos 165 pontos (num máximo de 300) para pré-seleção.

Nível de endividamento e pressão de pagamento das empresas

No que diz respeito ao endividamento, cerca de 29% das pequenas empresas reportam não ter dívidas pendentes, enquanto 71% assumem algum grau de dívida. Destas, aproximadamente 61% têm saldo de dívida de 100 mil dólares ou menos, indicando que a maioria mantém níveis de endividamento moderados. Contudo, cerca de 8% das empresas possuem dívidas superiores a 1 milhão de dólares.

A pressão para pagamento de dívidas está a aumentar. Na última pesquisa, 34% das empresas relataram dificuldades em pagar as suas dívidas. Ainda mais preocupante, 41% dos candidatos a crédito indicaram que o excesso de dívida foi a principal razão de rejeição, um aumento significativo face aos 22% de 2021, refletindo o impacto das mudanças cíclicas na capacidade de pagamento das empresas. Em geral, cerca de 70% das pequenas empresas têm algum tipo de dívida pendente.

Rejeições de pedidos e distribuição de risco

No que diz respeito às recusas de pedidos de empréstimo, a taxa global de rejeição é de 21%, ou seja, cerca de um quinto das candidaturas a empréstimos, linhas de crédito ou adiantamentos de caixa são totalmente rejeitadas. No entanto, este número global oculta diferenças internas mais complexas.

Analisando por receita, a taxa de rejeição é inversamente proporcional ao volume de negócios. Empresas com receitas entre 50.001 e 100.000 dólares enfrentam a maior taxa de rejeição, de 35%, enquanto as que ultrapassam 10 milhões de dólares têm uma taxa de rejeição de apenas 4%. Quanto ao tipo de empresa, 50% das candidaturas a empréstimos SBA ou linhas de crédito são rejeitadas, sendo a mais elevada entre os diferentes tipos de financiamento; empresas com entre 3 e 5 anos de atividade enfrentam uma taxa de rejeição de 29%, atingindo o pico nesta faixa de idade.

Por setor, o retalho apresenta a maior taxa de rejeição, de 25%. Quanto à origem do proprietário, empresas de propriedade de negros têm uma taxa de rejeição de 39%, enquanto as de proprietários brancos registam apenas 18%, refletindo problemas sistémicos no sistema financeiro.

A dívida excessiva é a principal causa de rejeição, representando 41% de todas as recusas, uma proporção que tem vindo a aumentar, indicando uma maior cautela das instituições financeiras face ao nível de endividamento dos tomadores em períodos de instabilidade económica.

Distribuição geográfica: concentração regional de empréstimos empresariais

A distribuição de pequenas empresas por estado revela diferenças regionais marcantes. Califórnia lidera com cerca de 4,3 milhões de PME, seguida pelo Texas com 3,5 milhões, Flórida com aproximadamente 3,3 milhões, Nova Iorque com cerca de 2,2 milhões e Geórgia com cerca de 1,3 milhões. Nos EUA, há um total de 36,2 milhões de pequenas empresas, representando 99,9% de todas as empresas.

Curiosamente, as PME na Califórnia representam 47,4% do total de trabalhadores no estado, com cerca de 7,6 milhões de empregos, sendo a principal fonte de emprego. Esta concentração geográfica reflete a atratividade das principais cidades e regiões costeiras para as pequenas empresas, bem como a forte procura de crédito nestas áreas.

Características setoriais e distribuição de empréstimos

No que diz respeito à distribuição por setor das linhas de crédito SBA 7(a), os setores de alojamento e restauração representam a maior fatia, com 16,7%; o comércio a retalho, 12,9%; saúde e assistência social, 11,0%; construção, 10,5%; serviços profissionais, científicos e técnicos, 8,4%; manufatura, 7,7%; comércio por grosso, 5,5%. Esta distribuição indica que os setores tradicionais de serviços e consumo continuam a ser os principais destinatários de financiamento, com as instituições de crédito a preferirem apoiar setores mais maduros.

Valor económico do financiamento às PME

O contributo das pequenas empresas para a economia é de grande relevância. Estas representam 43,5% do PIB dos EUA e são responsáveis por 64% dos novos empregos criados anualmente. Especificamente, as PME empregam cerca de 62,3 milhões de trabalhadores, representando 45,9% da força de trabalho do setor privado.

O efeito multiplicador dos empréstimos SBA mostra que, para cada 1 milhão de dólares emprestados, são criados entre 3 e 3,5 empregos. Este dado evidencia o efeito de alavancagem do financiamento empresarial — o apoio financeiro traduz-se diretamente em oportunidades de emprego e crescimento económico. No segundo trimestre de 2022, as PME criaram quase 98,5% do crescimento líquido de emprego, demonstrando o papel central destas no processo de recuperação económica. Importa ainda salientar que, através do programa de microcrédito, foram facilitados mais de 40,2 milhões de dólares em empréstimos por entidades de desenvolvimento comunitário, apoiando os microempreendedores mais pequenos.

Perguntas frequentes sobre empréstimos empresariais

Qual é o valor médio de um empréstimo bancário a PME em 2026?

O valor médio de um empréstimo bancário a PME é de 633.000 dólares, um montante considerável para a maioria das pequenas e médias empresas.

Qual a percentagem de aprovação dos principais tipos de instituições financeiras?

Apenas 26,9% das candidaturas a empréstimos por PME são aprovadas por instituições financeiras principais (grandes bancos), refletindo uma postura mais cautelosa destas entidades e explicando a crescente procura por bancos médios e plataformas online.

Qual a proporção de beneficiários de empréstimos que solicitam financiamento de capital de exploração?

Cerca de 65% dos beneficiários de empréstimos indicam que procuram fundos de operação, sendo esta a necessidade de financiamento mais comum.

Qual é a taxa de juro típica para empréstimos em 2026?

As taxas de juros dos empréstimos SBA rondam os 11%, enquanto produtos de financiamento baseados na receita podem atingir 30% ou mais, com uma grande variação dependendo do risco do tomador e do tipo de produto.

Conclusão e perspetivas

O mercado de empréstimos empresariais em 2026 apresenta oportunidades e desafios. Em termos macroeconómicos, o tamanho do mercado global de empréstimos comerciais continua a crescer, prevendo-se uma expansão a uma taxa composta de 16,2% ao ano nos próximos cinco anos, criando um espaço mais amplo para o financiamento das PME. A transformação digital está a alterar profundamente as formas de acesso ao crédito, com melhorias significativas na eficiência de aprovação e maior inclusão financeira.

Por outro lado, as empresas ainda enfrentam múltiplos obstáculos na obtenção de empréstimos: a taxa de aprovação geral permanece abaixo de 60%, com diferenças regionais e de propriedade evidentes, e a pressão de pagamento de dívidas continua a aumentar. Para as empresas que desejam financiar-se, compreender a estrutura das taxas, os requisitos de pontuação de crédito, as diferenças entre instituições e as características específicas de cada setor e região é fundamental para uma estratégia de financiamento bem-sucedida. Com o avanço tecnológico, o apoio político e a oferta de produtos de crédito mais flexíveis, as oportunidades de acesso ao financiamento para PME qualificadas continuam a crescer.

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