Em Estados Unidos ocorre constantemente atividade sísmica de diversa intensidade, afetando múltiplas regiões do país desde o Alasca até Porto Rico. Segundo os dados mais recentes do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a agência responsável por monitorar estes fenómenos, foi documentada uma importante série de sismos durante as últimas horas. A seguir apresentamos uma análise detalhada dos eventos sísmicos mais relevantes captados pela rede de monitorização norte-americana.
Panorama geral da atividade sísmica registada
Nas últimas 24 horas, o USGS identificou um total de 27 movimentos sísmicos na região da América do Norte e do Caribe com magnitude superior a 2,5 graus na escala de Richter. Destes eventos, nove localizaram-se em território norte-americano ou suas jurisdições associadas. O sismo de maior intensidade atingiu uma magnitude de 4,2 e situou-se a oito quilómetros de Black Eagle, Montana, marcando um evento significativo na região das Montanhas Rochosas.
Esta concentração de sismos reflete a contínua atividade tectónica que caracteriza a América do Norte, onde múltiplos sistemas de falhas geram movimentos periódicos. Os dados fornecidos pelo USGS permitem a cientistas e autoridades manter um registo preciso da atividade geológica em tempo real.
Sismos no Alasca: zona de maior atividade sísmica
O Alasca, como região geologicamente mais ativa do país, registou a maioria dos sismos documentados. Entre os eventos captados destacam-se:
Um sismo de magnitude 3,7 localizado a 74 quilómetros ao norte de Yakutat, ocorrido a 29 de janeiro às 22:59 UTC
Um evento de magnitude 3,5 registado a 61 quilómetros a leste de Sand Point, com hora de ocorrência às 21:01 UTC de 29 de janeiro
Um sismo de magnitude 3,1 a 194 quilómetros a sudeste de Akutan, ocorrido a 30 de janeiro às 02:02 UTC
Um sismo de 2,8 graus localizado a 23 quilómetros a oeste de Akhiok, registado às 11:52 UTC de 30 de janeiro
A concentração destes movimentos sísmicos no Alasca deve-se à sua posição na zona de subducção da placa de Bering, uma região de convergência tectónica de alta energia que explica a frequência e magnitude dos sismos nesta zona.
Atividade sísmica em territórios continentais e outras jurisdições
Para além do Alasca, outros territórios norte-americanos também experimentaram movimento sísmico significativo:
Região das Montanhas Rochosas: O evento mais notável fora do Alasca foi o sismo de magnitude 4,2 perto de Black Eagle, Montana, localizado a 8 quilómetros a nordeste, registado a 29 de janeiro às 19:41 UTC. Este foi o sismo mais intenso do período analisado. Adicionalmente, foi documentado um sismo de magnitude 2,7 a 5 quilómetros a noroeste de Malmstrom Air Force Base, também em Montana.
Colorado: A região do Colorado experienciou dois sismos a 30 de janeiro. O primeiro, de magnitude 2,8, localizou-se a 29 quilómetros ao sul de Weston, enquanto o segundo, de 2,5 graus, ocorreu a 32 quilómetros a sudoeste de Segundo.
Texas: Foram registados dois eventos: um sismo de magnitude 2,7 a 12 quilómetros a oeste de Stanton (30 de janeiro, 07:25 UTC), e outro de 2,5 graus a 35 quilómetros a noroeste de Toyah (29 de janeiro, 18:32 UTC).
Novo México: Um sismo de magnitude 3,9 foi documentado a 32 quilómetros ao norte de Cimarron a 30 de janeiro às 07:20 UTC.
Porto Rico: Esta jurisdição teve atividade sísmica com um sismo de magnitude 3,1 localizado a 5 quilómetros a leste-sudeste de Maricao (30 de janeiro, 07:53 UTC), e outro de 3,3 graus a 133 quilómetros a nordeste de Vieques (29 de janeiro, 16:41 UTC).
Oregon: Foi detetado um sismo de magnitude 3,5 a 259 quilómetros a sudoeste de Pistol River a 30 de janeiro às 05:30 UTC.
Geologia da Califórnia e a Falha de San Andreas: contexto do risco sísmico
A Falha de San Andreas constitui uma das estruturas geológicas mais estudadas da América do Norte, estendendo-se aproximadamente 1.300 quilómetros através da Califórnia. Este acidente geológico marca o limite de contacto entre a placa tectónica do Pacífico e a placa tectónica da América do Norte, gerando uma zona de fricção contínua que produz atividade sísmica permanente.
Os cientistas e geólogos alertam para a possibilidade de que, no futuro, possa ocorrer um sismo de magnitude extraordinária nesta região, fenómeno popularmente conhecido como o “Big One”. Um evento destas características, com magnitude de 8,0 graus ou superior, teria capacidade de gerar devastação numa vasta extensão geográfica, afetando particularmente centros urbanos densamente povoados como Los Angeles e San Francisco, onde milhões de pessoas estariam expostas ao risco.
Embora tenham decorrido décadas desde os últimos grandes sismos registados na Califórnia, os dados históricos documentados pelo USGS permitem compreender a escala potencial destes eventos. O sismo que abalou San Francisco em 1906 atingiu uma magnitude de 7,8 graus, enquanto o sismo de Fort Tejon em 1857 teve uma magnitude de 7,9 graus. Estes eventos servem de referência para estimar o potencial destrutivo do próximo sismo de grande magnitude que possa ocorrer na Califórnia.
Perante esta realidade, as autoridades locais e federais realizam regularmente simulacros de emergência, atualizam protocolos de segurança estrutural e desenvolvem campanhas de sensibilização pública focadas em preparar a população para as medidas de proteção recomendadas antes, durante e após um sismo de grande intensidade.
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Atividade sísmica nos Estados Unidos: Os tremores registados durante o último período
Em Estados Unidos ocorre constantemente atividade sísmica de diversa intensidade, afetando múltiplas regiões do país desde o Alasca até Porto Rico. Segundo os dados mais recentes do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a agência responsável por monitorar estes fenómenos, foi documentada uma importante série de sismos durante as últimas horas. A seguir apresentamos uma análise detalhada dos eventos sísmicos mais relevantes captados pela rede de monitorização norte-americana.
Panorama geral da atividade sísmica registada
Nas últimas 24 horas, o USGS identificou um total de 27 movimentos sísmicos na região da América do Norte e do Caribe com magnitude superior a 2,5 graus na escala de Richter. Destes eventos, nove localizaram-se em território norte-americano ou suas jurisdições associadas. O sismo de maior intensidade atingiu uma magnitude de 4,2 e situou-se a oito quilómetros de Black Eagle, Montana, marcando um evento significativo na região das Montanhas Rochosas.
Esta concentração de sismos reflete a contínua atividade tectónica que caracteriza a América do Norte, onde múltiplos sistemas de falhas geram movimentos periódicos. Os dados fornecidos pelo USGS permitem a cientistas e autoridades manter um registo preciso da atividade geológica em tempo real.
Sismos no Alasca: zona de maior atividade sísmica
O Alasca, como região geologicamente mais ativa do país, registou a maioria dos sismos documentados. Entre os eventos captados destacam-se:
A concentração destes movimentos sísmicos no Alasca deve-se à sua posição na zona de subducção da placa de Bering, uma região de convergência tectónica de alta energia que explica a frequência e magnitude dos sismos nesta zona.
Atividade sísmica em territórios continentais e outras jurisdições
Para além do Alasca, outros territórios norte-americanos também experimentaram movimento sísmico significativo:
Região das Montanhas Rochosas: O evento mais notável fora do Alasca foi o sismo de magnitude 4,2 perto de Black Eagle, Montana, localizado a 8 quilómetros a nordeste, registado a 29 de janeiro às 19:41 UTC. Este foi o sismo mais intenso do período analisado. Adicionalmente, foi documentado um sismo de magnitude 2,7 a 5 quilómetros a noroeste de Malmstrom Air Force Base, também em Montana.
Colorado: A região do Colorado experienciou dois sismos a 30 de janeiro. O primeiro, de magnitude 2,8, localizou-se a 29 quilómetros ao sul de Weston, enquanto o segundo, de 2,5 graus, ocorreu a 32 quilómetros a sudoeste de Segundo.
Texas: Foram registados dois eventos: um sismo de magnitude 2,7 a 12 quilómetros a oeste de Stanton (30 de janeiro, 07:25 UTC), e outro de 2,5 graus a 35 quilómetros a noroeste de Toyah (29 de janeiro, 18:32 UTC).
Novo México: Um sismo de magnitude 3,9 foi documentado a 32 quilómetros ao norte de Cimarron a 30 de janeiro às 07:20 UTC.
Porto Rico: Esta jurisdição teve atividade sísmica com um sismo de magnitude 3,1 localizado a 5 quilómetros a leste-sudeste de Maricao (30 de janeiro, 07:53 UTC), e outro de 3,3 graus a 133 quilómetros a nordeste de Vieques (29 de janeiro, 16:41 UTC).
Oregon: Foi detetado um sismo de magnitude 3,5 a 259 quilómetros a sudoeste de Pistol River a 30 de janeiro às 05:30 UTC.
Geologia da Califórnia e a Falha de San Andreas: contexto do risco sísmico
A Falha de San Andreas constitui uma das estruturas geológicas mais estudadas da América do Norte, estendendo-se aproximadamente 1.300 quilómetros através da Califórnia. Este acidente geológico marca o limite de contacto entre a placa tectónica do Pacífico e a placa tectónica da América do Norte, gerando uma zona de fricção contínua que produz atividade sísmica permanente.
Os cientistas e geólogos alertam para a possibilidade de que, no futuro, possa ocorrer um sismo de magnitude extraordinária nesta região, fenómeno popularmente conhecido como o “Big One”. Um evento destas características, com magnitude de 8,0 graus ou superior, teria capacidade de gerar devastação numa vasta extensão geográfica, afetando particularmente centros urbanos densamente povoados como Los Angeles e San Francisco, onde milhões de pessoas estariam expostas ao risco.
Embora tenham decorrido décadas desde os últimos grandes sismos registados na Califórnia, os dados históricos documentados pelo USGS permitem compreender a escala potencial destes eventos. O sismo que abalou San Francisco em 1906 atingiu uma magnitude de 7,8 graus, enquanto o sismo de Fort Tejon em 1857 teve uma magnitude de 7,9 graus. Estes eventos servem de referência para estimar o potencial destrutivo do próximo sismo de grande magnitude que possa ocorrer na Califórnia.
Perante esta realidade, as autoridades locais e federais realizam regularmente simulacros de emergência, atualizam protocolos de segurança estrutural e desenvolvem campanhas de sensibilização pública focadas em preparar a população para as medidas de proteção recomendadas antes, durante e após um sismo de grande intensidade.