Durante anos, o Brasil e a Colômbia figuraram como os principais destinos turísticos da América Latina, acumulando milhões de visitantes internacionais. No entanto, de acordo com o relatório NextGen Travelers and Destinations da Deloitte e Google, existe outra nação que conseguiu posicionar-se acima de ambos. O México, em particular, emergiu como o destino regional mais visitado e projeta-se consolidar entre os cinco países mais visitados do planeta até 2026-2027.
Da região ao mundo: como o México lidera acima do Brasil e da Colômbia
A supremacia turística do México face ao Brasil e à Colômbia não é casualidade. Nos últimos dois anos, a nação mexicana acumulou números impressionantes que contrastam significativamente com o desempenho dos seus vizinhos regionais. Enquanto o Brasil e a Colômbia historicamente atraíram fluxos importantes de viajantes, o México conseguiu dinamizar a sua oferta de forma mais eficaz.
De janeiro a outubro de 2025, o México recebeu 79,3 milhões de viajantes internacionais, registando um crescimento de 13,6% em relação a 2024. Esta aceleração posiciona o México como o sexto destino mundial em chegadas internacionais, deslocando progressivamente países que anteriormente dominavam a região, como o Brasil e a Colômbia.
Números que falam: o recorde de turismo em 2025
Os indicadores económicos reforçam esta tendência. A Secretaria de Turismo do Governo mexicano reportou que, durante 2025, o setor turístico gerou receitas de u$s 28.218 milhões, cifra que reflete não só o volume de visitantes, mas também o seu poder de compra e gasto médio superior. Além disso, 92,6 milhões de turistas eram de origem local, demonstrando uma forte procura interna.
Estes números projetam que o México poderá receber aproximadamente 90 milhões de turistas anuais num curto prazo, uma cifra que o colocaria em disputa direta com potências mundiais como a China e o consolidaria definitivamente acima do Brasil e da Colômbia nas classificações globais.
Vantagens competitivas: por que o México atrai mais do que os seus vizinhos
A força turística do México reside numa oferta diversificada que o Brasil e a Colômbia, apesar das suas qualidades, não conseguem replicar com a mesma intensidade:
Oferta de praias de classe mundial: Cancún, Riviera Maya, Los Cabos e Puerto Vallarta geram um fluxo massivo de turismo de praia, especialmente de mercados norte-americanos. Esta vantagem geográfica é dominada pelo México.
Património cultural e arqueológico: Cidades coloniais como Oaxaca, Guanajuato e San Miguel de Allende, juntamente com sítios arqueológicos de grande dimensão como Chichén Itzá, Teotihuacán e Palenque, configuram uma oferta única que supera a capacidade competitiva do Brasil e da Colômbia neste segmento.
Gastronomia reconhecida internacionalmente: A cozinha mexicana foi declarada Património Imaterial pela UNESCO, um fator diferenciador que aumenta o seu atractivo face a destinos concorrentes regionais.
Proximidade geográfica com mercados emissores-chave: A proximidade com os Estados Unidos e o Canadá, aliada à disponibilidade de voos diretos em massa, reduz custos e tempos de viagem. Esta vantagem natural é determinante face ao Brasil e à Colômbia, que requerem deslocamentos mais longos desde a América do Norte.
Projeções até 2040: México consolidado no top 5 mundial
A análise da Deloitte e do Google projeta que o panorama turístico global sofrerá alterações substanciais entre 2025 e 2040. Segundo este relatório, cinco destinos principais captarão 20% de todas as viagens mundiais: Espanha, França, Estados Unidos e China liderarão este grupo, enquanto o México ocuparia a quinta posição, deslocando a Itália para o sexto lugar.
Esta projeção implica que o México consolidaria uma posição mais favorável do que o do Brasil e da Colômbia na hierarquia turística global, embora ambas as nações permaneçam em rankings relevantes. O relatório também identifica que Arábia Saudita, Indonésia e Emirados Árabes Unidos entrarão no top 15, fragmentando ainda mais a competição regional para o Brasil e a Colômbia.
Mercados emissores e dinâmicas futuras
O documento da Deloitte e do Google indica que 45% dos viajantes globais se concentrarão em quatro destinos-chave: Mediterrâneo, Sudeste Asiático, Novo Oriente Médio e Caribe. O México, por estar estrategicamente localizado nesta última região, capturará uma porção significativa deste fluxo.
Paralelamente, os mercados emissores continuarão dominados pela China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Rússia. Simultaneamente, surge uma nova vaga de viajantes provenientes de mercados emergentes. Os mexicanos integrarão este contingente de novos viajantes, contribuindo com 42% das saídas globais, juntamente com Paquistão, Brasil, Arábia Saudita e Indonésia, impulsionados pelo crescimento da classe média.
Copa do Mundo 2030: novo catalisador para o México
Um fator adicional que reforçará a posição do México é a Copa do Mundo de Futebol de 2030, que coorganizará juntamente com os Estados Unidos e o Canadá. Este evento será um catalisador de visibilidade internacional sem precedentes, gerando uma exposição mediática massiva que atrairá novos fluxos de visitantes. Para o Brasil e a Colômbia, que historicamente capitalizaram eventos desportivos globais, esta realidade reforça a tendência do México como destino emergente de preferência.
A consolidação do México como líder turístico regional não só desloca o Brasil e a Colômbia em números atuais, como também projeta uma transformação estrutural do mercado turístico latino-americano na próxima década.
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México desloca o Brasil e a Colômbia: o destino que lidera o turismo na América Latina
Durante anos, o Brasil e a Colômbia figuraram como os principais destinos turísticos da América Latina, acumulando milhões de visitantes internacionais. No entanto, de acordo com o relatório NextGen Travelers and Destinations da Deloitte e Google, existe outra nação que conseguiu posicionar-se acima de ambos. O México, em particular, emergiu como o destino regional mais visitado e projeta-se consolidar entre os cinco países mais visitados do planeta até 2026-2027.
Da região ao mundo: como o México lidera acima do Brasil e da Colômbia
A supremacia turística do México face ao Brasil e à Colômbia não é casualidade. Nos últimos dois anos, a nação mexicana acumulou números impressionantes que contrastam significativamente com o desempenho dos seus vizinhos regionais. Enquanto o Brasil e a Colômbia historicamente atraíram fluxos importantes de viajantes, o México conseguiu dinamizar a sua oferta de forma mais eficaz.
De janeiro a outubro de 2025, o México recebeu 79,3 milhões de viajantes internacionais, registando um crescimento de 13,6% em relação a 2024. Esta aceleração posiciona o México como o sexto destino mundial em chegadas internacionais, deslocando progressivamente países que anteriormente dominavam a região, como o Brasil e a Colômbia.
Números que falam: o recorde de turismo em 2025
Os indicadores económicos reforçam esta tendência. A Secretaria de Turismo do Governo mexicano reportou que, durante 2025, o setor turístico gerou receitas de u$s 28.218 milhões, cifra que reflete não só o volume de visitantes, mas também o seu poder de compra e gasto médio superior. Além disso, 92,6 milhões de turistas eram de origem local, demonstrando uma forte procura interna.
Estes números projetam que o México poderá receber aproximadamente 90 milhões de turistas anuais num curto prazo, uma cifra que o colocaria em disputa direta com potências mundiais como a China e o consolidaria definitivamente acima do Brasil e da Colômbia nas classificações globais.
Vantagens competitivas: por que o México atrai mais do que os seus vizinhos
A força turística do México reside numa oferta diversificada que o Brasil e a Colômbia, apesar das suas qualidades, não conseguem replicar com a mesma intensidade:
Oferta de praias de classe mundial: Cancún, Riviera Maya, Los Cabos e Puerto Vallarta geram um fluxo massivo de turismo de praia, especialmente de mercados norte-americanos. Esta vantagem geográfica é dominada pelo México.
Património cultural e arqueológico: Cidades coloniais como Oaxaca, Guanajuato e San Miguel de Allende, juntamente com sítios arqueológicos de grande dimensão como Chichén Itzá, Teotihuacán e Palenque, configuram uma oferta única que supera a capacidade competitiva do Brasil e da Colômbia neste segmento.
Gastronomia reconhecida internacionalmente: A cozinha mexicana foi declarada Património Imaterial pela UNESCO, um fator diferenciador que aumenta o seu atractivo face a destinos concorrentes regionais.
Proximidade geográfica com mercados emissores-chave: A proximidade com os Estados Unidos e o Canadá, aliada à disponibilidade de voos diretos em massa, reduz custos e tempos de viagem. Esta vantagem natural é determinante face ao Brasil e à Colômbia, que requerem deslocamentos mais longos desde a América do Norte.
Projeções até 2040: México consolidado no top 5 mundial
A análise da Deloitte e do Google projeta que o panorama turístico global sofrerá alterações substanciais entre 2025 e 2040. Segundo este relatório, cinco destinos principais captarão 20% de todas as viagens mundiais: Espanha, França, Estados Unidos e China liderarão este grupo, enquanto o México ocuparia a quinta posição, deslocando a Itália para o sexto lugar.
Esta projeção implica que o México consolidaria uma posição mais favorável do que o do Brasil e da Colômbia na hierarquia turística global, embora ambas as nações permaneçam em rankings relevantes. O relatório também identifica que Arábia Saudita, Indonésia e Emirados Árabes Unidos entrarão no top 15, fragmentando ainda mais a competição regional para o Brasil e a Colômbia.
Mercados emissores e dinâmicas futuras
O documento da Deloitte e do Google indica que 45% dos viajantes globais se concentrarão em quatro destinos-chave: Mediterrâneo, Sudeste Asiático, Novo Oriente Médio e Caribe. O México, por estar estrategicamente localizado nesta última região, capturará uma porção significativa deste fluxo.
Paralelamente, os mercados emissores continuarão dominados pela China, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido e Rússia. Simultaneamente, surge uma nova vaga de viajantes provenientes de mercados emergentes. Os mexicanos integrarão este contingente de novos viajantes, contribuindo com 42% das saídas globais, juntamente com Paquistão, Brasil, Arábia Saudita e Indonésia, impulsionados pelo crescimento da classe média.
Copa do Mundo 2030: novo catalisador para o México
Um fator adicional que reforçará a posição do México é a Copa do Mundo de Futebol de 2030, que coorganizará juntamente com os Estados Unidos e o Canadá. Este evento será um catalisador de visibilidade internacional sem precedentes, gerando uma exposição mediática massiva que atrairá novos fluxos de visitantes. Para o Brasil e a Colômbia, que historicamente capitalizaram eventos desportivos globais, esta realidade reforça a tendência do México como destino emergente de preferência.
A consolidação do México como líder turístico regional não só desloca o Brasil e a Colômbia em números atuais, como também projeta uma transformação estrutural do mercado turístico latino-americano na próxima década.