Luta pela atribuição dos Jogos Olímpicos de 2036 — 5 cidades da Ásia, Médio Oriente e América do Sul entram em confronto

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Após o evento de Brisbane em 2032, as principais cidades do mundo estão prestes a envolver-se numa competição acirrada pela sede dos Jogos Olímpicos de 2036. Na Ásia, apenas Japão, China e Coreia do Sul possuem experiência na organização de Jogos Olímpicos de Verão e Paralímpicos, mas o desfecho desta disputa poderá alterar significativamente esse cenário.

O Comité Olímpico Internacional (COI) introduziu um novo sistema de “diálogo contínuo e permanente” para simplificar o processo de candidatura. Em vez da tradicional análise unidirecional de documentos, passou a haver uma troca de diálogo com as cidades candidatas, semelhante a várias entrevistas. Além disso, uma mudança importante foi a consideração de candidaturas conjuntas, envolvendo múltiplas cidades ou regiões, ao invés de limitar-se a uma única sede.

Retrocesso na Europa Ocidental e Intensificação da Competição Global

Curiosamente, a participação de candidatos da Europa Ocidental, que tradicionalmente tiveram destaque nesta competição, diminuiu significativamente. Hungria, Alemanha e Dinamarca demonstraram interesse na fase de “estudo preliminar”, mas ainda não apresentaram candidaturas formais ao COI. Por outro lado, cinco cidades da Ásia, Médio Oriente e América do Sul já confirmaram oficialmente suas candidaturas, e outras regiões podem surgir como novas candidatas. Este quadro simboliza uma mudança na centralidade geográfica e econômica na organização dos Jogos Olímpicos.

Proposta do Médio Oriente: Vantagem Estratégica de Doha

Doha, no Catar, reivindica-se como a “capital do desporto no Médio Oriente” e surge como uma forte candidata a sediar os Jogos de 2036. Apesar de ter tentado várias vezes candidatar-se, ainda não foi selecionada. Contudo, nos últimos dez anos, realizou eventos internacionais de grande porte, como campeonatos mundiais de atletismo, ginástica e natação, consolidando sua experiência na organização de eventos esportivos globais.

A força de Doha reside na sua infraestrutura desportiva avançada. Como legado da Copa do Mundo de 2022, dispõe de nove estádios de futebol, eliminando preocupações quanto à falta de instalações ou alojamentos. Além disso, Doha pretende destacar a “sustentabilidade” como pilar central na sua proposta, combinando o uso de instalações existentes com uma abordagem ambientalmente responsável.

Duas Grandes Candidatas da Ásia: Índia e Indonésia

A Índia, com a sua população mais numerosa do mundo, tem alimentado há décadas o sonho de sediar os Jogos Olímpicos. Nova Deli, que organizou os Jogos da Commonwealth em 2010, enfrentou dificuldades logísticas que impediram uma candidatura forte. Recentemente, a cidade de Ahmedabad, no estado de Gujarat, foi escolhida como candidata, com o apoio do presidente francês Emmanuel Macron, que prometeu transferir conhecimentos de gestão dos Jogos de Paris. O presidente da Associação Olímpica Indiana, PT Usha, afirmou que esta edição terá um impacto duradouro para toda a Índia.

Por outro lado, a Indonésia, outro grande país asiático, também manifestou interesse. Com a quarta maior população mundial, é vista como um “gigante adormecido” no desporto. A sua proposta é sediar os Jogos na sua nova capital, Nusa Tangara, atualmente em construção. Como o projeto ainda está em andamento, há planos de preparar a candidatura para os Jogos Olímpicos da Juventude de 2030, antes do evento principal de 2036. O ministro da Juventude e Desporto, Dito Ariotejo, afirmou que, se a preparação for séria, o país possui capacidade para organizar os Jogos, considerando também uma candidatura descentralizada envolvendo várias cidades, como Jacarta e Palembang.

Istambul e Santiago: A Persistência da Turquia e do Chile

Istambul, na Turquia, é uma cidade com várias tentativas de candidatura, incluindo a sexta, nesta ocasião. Contudo, a sua infraestrutura, especialmente a complexidade do trânsito devido à localização do Bósforo, tem sido uma fraqueza. O prefeito Ekrem İmamoğlu afirmou que o entusiasmo dos cidadãos é o que motiva a candidatura, e que eventos como os Jogos Europeus de 2027 e os Campeonatos Europeus de Para-Desporto ajudarão a fortalecer a confiança no projeto perante o COI.

De outro lado, Santiago, no Chile, também surge como candidata potencial. Após sediar os Jogos Pan-Americanos de 2023, o país reforçou a sua confiança na realização de um evento olímpico, com o cenário deslumbrante dos Andes ao fundo. Desde os Jogos de Rio de Janeiro em 2016, a América do Sul não acolhe os Jogos Olímpicos, e o presidente chileno, Gabriel Boric, afirmou que “o Chile tem o direito de sonhar maior”, defendendo a retomada do evento na região.

Novas Candidaturas e Perspectivas de Voto

Embora estas cinco cidades tenham apresentado candidaturas confirmadas, outras podem surgir, como Jeonra, na Coreia do Sul, várias cidades no Egito e Riad, na Arábia Saudita. Riad, por exemplo, já anunciou a realização do primeiro campeonato de eSports olímpico em 2027, sinalizando uma preparação para futuras candidaturas.

A decisão final será tomada por um comitê de votação composto por mais de 100 membros do COI. O novo presidente, Kristi Coventri, ainda está em fase de adaptação ao cargo e não demonstra pressa em tomar decisões importantes. Algumas fontes indicam que a votação poderá ocorrer já em 2027, mas a tendência mais forte aponta para que o anúncio do país anfitrião de 2036 aconteça entre 2027 e 2028.

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