Atividade sísmica nos Estados Unidos: tremores registados a 30 de janeiro e análise da Falha de San Andreas

Durante sexta-feira, 30 de janeiro, registou-se uma atividade sísmica significativa em várias regiões dos Estados Unidos e seus territórios. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) documentou nove eventos sísmicos com magnitudes superiores a 2,5 graus no território dos EUA, Alasca, Havaí e Porto Rico, num período de 24 horas. Este conjunto de tremores reflete a atividade geológica constante que caracteriza várias zonas do país, particularmente em regiões onde convergem placas tectónicas ativas.

Panorama geral da atividade telúrica

Nas últimas 24 horas, a América do Norte e o Caribe experimentaram 27 eventos sísmicos com magnitude superior a 2,5 graus. Destes, nove ocorreram no território dos Estados Unidos ou suas possessões. O sismo de maior intensidade foi um de magnitude 4,2, localizado a oito quilómetros de Black Eagle, Montana, que destacou-se significativamente entre os demais tremores registados nesse período.

A recolha de dados provém do mapa interactivo “Latest Earthquakes” (terremotos mais recentes) disponível na plataforma oficial do USGS, que fornece actualizações em tempo real sobre os movimentos telúricos detectados nos estados contíguos dos Estados Unidos, bem como no Alasca, Havaí e Porto Rico.

Tremores significativos por região

Alasca: a região mais ativa sísmicamente

O Alasca experimentou o maior número de eventos no período analisado. Os tremores documentados incluem um de magnitude 3,7 a 74 quilómetros a norte de Yakutat, outro de magnitude 3,5 a 61 quilómetros a leste de Sand Point, e uma sequência de movimentos telúricos de magnitudes entre 2,6 e 3,1 em várias localidades como Akhiok, Happy Valley, Pedro Bay, Akutan e Valdez. Esta atividade constante reflecte que o região do Alasca se encontra numa das zonas geologicamente mais dinâmicas do continente.

Atividade no Colorado, Texas e Novo México

Na região central do país, registaram-se vários tremores. O Colorado experienciou um evento de magnitude 2,8 a 29 quilómetros a sul de Weston e outro de magnitude 2,5 a 32 quilómetros a sudoeste de Segundo. No Texas, detectaram-se movimentos de magnitude 2,7 e 2,6 nas proximidades de Stanton e Pearsall, respectivamente. Novo México registou um dos tremores mais fortes do dia: um evento de magnitude 3,9 a 32 quilómetros a norte de Cimarron.

Eventos em Porto Rico e na costa do Pacífico

Porto Rico apresentou atividade sísmica moderada, com um tremor de magnitude 3,1 a cinco quilómetros a leste-sudeste de Maricao e outro de magnitude 3,3 a 133 quilómetros a nordeste de Vieques. Na costa do Pacífico, Oregon registou um sismo de magnitude 3,5 a 259 quilómetros a sudoeste de Pistol River.

A Falha de San Andreas: risco sísmico permanente

A Falha de San Andreas estende-se aproximadamente 1.300 quilómetros através da Califórnia, marcando o limite entre a placa tectónica do Pacífico e a placa tectónica da América do Norte. Esta fratura geológica é responsável por uma atividade sísmica constante que os cientistas monitorizam continuamente. A principal preocupação reside na possibilidade de um megaterremoto de magnitude 8 ou superior, conhecido popularmente como o “Big One”, que se antecipa ocorrer em algum momento futuro.

Os últimos grandes tremores que devastaram a Califórnia foram o sismo de São Francisco de 1906, com magnitude 7,9, e o de Fort Tejon de 1857, também com magnitude 7,9. Ambos os eventos causaram destruição considerável em áreas urbanas densamente povoadas. Diante da ameaça potencial de um novo evento sísmico de grande envergadura, as autoridades consideram cenários em que Los Angeles e São Francisco possam sofrer devastação generalizada.

Preparação e prevenção perante eventos sísmicos

Considerando os riscos inerentes a viver em zonas sísmicas, as autoridades realizam simulacros periódicos, revisam constantemente as medidas de segurança estrutural e executam exercícios de sensibilização pública. Estes esforços visam preparar a população sobre o que fazer antes, durante e após um tremor de terra, com o objetivo de minimizar perdas humanas e materiais caso ocorra um evento sísmico significativo.

A vigilância contínua de zonas como a Falha de San Andreas e outras áreas com alta atividade telúrica é fundamental para melhorar a previsão e resposta perante estes fenómenos naturais. Embora seja impossível prever com exatidão quando ocorrerá o próximo tremor de grande magnitude, a recolha de dados e a análise geológica contribuem para uma melhor compreensão destes eventos e para estratégias mais eficazes de mitigação de riscos.

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