David William Antonio Assume a liderança como Arcebispo de Nueva Segovia com visão de reforma

A Arquidiocese de Nueva Segovia nas Filipinas entrou numa nova fase com a instalação do seu oitavo arcebispo, David William Antonio, que traz uma visão centrada no compromisso social, na gestão ambiental e na sinodalidade da Igreja. O prelado de 62 anos assumiu o cargo a 14 de janeiro de 2026, numa cerimónia na Basílica Menor de Nossa Senhora da Assunção, em Santa Maria, atraindo milhares de fiéis católicos e marcando um momento importante para a liderança eclesiástica em Ilocos Sur.

Transição histórica e reconhecimento cerimonial

O Papa Leão XIV nomeou Antonio para liderar Nova Segóvia após a resignação do seu predecessor, Arcebispo Marlo Peralta, que dirigiu a arquidiocese desde 2014. A cerimónia de janeiro contou com uma participação sem precedentes da hierarquia da Igreja, com 40 bispos e cerca de 400 membros do clero de todo o país presentes. O núncio apostólico nas Filipinas, Reverendíssimo Charles Brown, presidiu os trabalhos, enquanto o Cardeal Luis Antonio Tagle—que Antonio considera seu “guia espiritual, mentor e modelo”—proferiu a homilia. Os cardeais Jose Advincula, de Manila, e Orlando Quevedo, arcebispo emérito de Cotabato, também transmitiram mensagens de apoio.

O governo provincial de Ilocos Sur reconheceu a importância histórica da instalação ao suspender aulas e atividades oficiais no dia da cerimónia, sublinhando como a transição de liderança em Nova Segóvia ressoa a nível regional.

Uma visão de escuta e acompanhamento

A filosofia episcopal de Antonio centra-se na sinodalidade—o que ele descreve como a forma fundamental de vida da Igreja. Em suas palavras após a instalação, ele apelou a uma “Igreja que escuta”, onde as decisões emergem de um “discernimento orante” e a autoridade funciona como serviço, não como controle. Isto representa uma mudança significativa na forma como a liderança da Igreja é conceptualizada e exercida.

“Se o Senhor deseja que o seu povo tenha vida em plenitude, então a Igreja não pode permanecer distante dessas realidades”, afirmou Antonio, destacando que a instituição não pode isolar-se dos desafios sociais contemporâneos. Ele enfatizou a importância de a Igreja “acompanhar o nosso povo com paciência” e responder “corajosa e eficazmente” às necessidades urgentes.

O novo arcebispo imagina uma comunidade de fé que “anda com as pessoas” em vez de apenas realizar ações em seu nome. O diálogo, destacou, deve substituir a suspeita, e a comunhão deve sobrepor-se à divisão—uma mudança que reflete movimentos mais amplos dentro da Igreja Católica global em direção a uma maior inclusão e sensibilidade.

Compromissos sociais concretos e responsabilidade ambiental

Um pilar da agenda de Antonio envolve traduzir princípios espirituais em ações sociais tangíveis. Ele destacou o “amor preferencial pelos pobres e vulneráveis” da Igreja, argumentando que a evangelização autêntica não pode ignorar a fome, a injustiça e a exclusão. Este compromisso estende-se à gestão ambiental, que ele identifica como “uma obrigação moral” que exige colaboração com as autoridades civis e outros parceiros institucionais.

“Estamos bem cientes de que a Igreja não busca poder, mas ela deve sempre falar com clareza moral”, declarou Antonio, posicionando a arquidiocese como defensora da dignidade humana e protetora das vozes marginalizadas. Esta postura indica como a liderança de Nova Segóvia pretende envolver-se nas questões cívicas e sociais nos próximos anos.

Raízes em Ilocos Sur, formação além

A nomeação de Antonio tem um significado especial para Ilocos Sur, pois ele é natural do Barangay Nagtupacan, em Santo Domingo. Os seus anos de formação incluíram estudos teológicos na Escola de Teologia da Imaculada Conceição, em Vigan, e formação em filosofia no Seminário de San Pablo, em Baguio. A sua educação avançada levou-o à Universidade Católica da América, em Washington, DC, onde obteve um doutoramento em teologia, graduando-se com distinção summa cum laude.

Antes de ser nomeado arcebispo de Nova Segóvia, Antonio serviu como bispo de Ilagan, na província de Isabela, desde 2019. A sua carreira eclesiástica também incluiu funções administrativas em Mindanao Ocidental e várias posições dentro de Nova Segóvia, incluindo reitor do seminário e bispo auxiliar. Foi ordenado sacerdote em 1988 pelo então arcebispo Quevedo.

A arquidiocese que agora lidera abrange Ilocos Sur e mantém autoridade eclesiástica sobre as dioceses de Laoag, Bangued e Baguio. A sua nomeação representa tanto uma continuidade com as estruturas institucionais da Igreja quanto uma promessa de energia renovada focada na sensibilidade social e no acompanhamento pastoral.

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