Apenas dias depois de que Carlos Alcaraz consolidasse o seu domínio no Australian Open, o circuito internacional retomou a sua agenda com a digressão europeia em pista coberta. O Open Occitanie de Montpellier, torneio ATP 250, começou com a promessa de movimentos inesperados e desempenhos notáveis. No entanto, o que ninguém esperava era que o evento fosse marcado por um incidente tão estranho quanto desafortunado que deixaria um dos protagonistas fora de competição em questão de minutos.
Melbourne persegue Mpetshi Perricard até Montpellier
Giovanni Mpetshi Perricard (57º no ranking mundial) chegava à sede francesa após uma temporada de 2026 com resultados encorajadores. O jogador franco-congolês tinha alcançado os quartos de final em Brisbane e em Auckland, demonstrando solidez em superfícies rápidas. A sua passagem por Melbourne Park, no entanto, foi mais curta: caiu em cinco sets frente a Sebastián Báez num encontro tão imprevisível quanto divertido, onde o tenista argentino venceu numa batalha de resistência.
Com essa experiência recente na bagagem, Mpetshi Perricard chegou a Montpellier à procura de redenção. A superfície do torneio francês — rápida e indoor — parecia perfeita para o seu estilo de jogo ofensivo. Além disso, as suas credenciais neste tipo de piso eram sólidas: tinha títulos ATP conquistados em 2024, tanto em Lyon como em Basileia, ambos sob tetos de velocidade característica.
O acidente que truncou as expectativas
No court central Patrice Dominguez, durante a sessão noturna, Mpetshi Perricard enfrentava o francês Arthur Gea (168º do ranking). O encontro dava sinais precoces de controlo por parte do jogador mais experiente: Gea tinha conseguido um break e dominava o primeiro set por 5-3 com 30-0 a seu favor.
Foi nesse momento de relativa vantagem que aconteceu o inesperado. Mpetshi Perricard subiu à rede procurando fechar o ponto com uma voleia, mas a sua execução foi imprecisa. A bola impactou diretamente no seu olho esquerdo, causando uma dor imediata que o obrigou a interromper o jogo. Apesar de o pessoal médico do torneio lhe ter aplicado gotas anti-inflamatórias, o dano já estava feito. Após apenas 38 minutos de jogo, o jogador nascido em Lyon — de apenas 22 anos — teve de desistir, vendo-se a oportunidade de Montpellier evaporar-se.
A sorte sorri a Arthur Gea
Do outro lado da rede, Arthur Gea experimentou o lado oposto da moeda. O francês, que entrou no torneio por convite (wild card), avançou de forma inesperada para a segunda ronda. O seu próximo adversário será o checo Tomáš Machac (28º do mundo), terceira cabeça de série do torneio.
As credenciais de Gea antes de Montpellier não eram desprezíveis. No Australian Open, conseguiu chegar à segunda ronda a partir da fase de qualificação, onde surpreendeu o checo Jiri Lehecka (19º), antes de perder em cinco sets frente a Stan Wawrinka. A sua capacidade de competir em torneios de alto nível ficava demonstrada com esse desempenho em Melbourne.
O contexto mais amplo: Uma semana decisiva para o ténis
O torneio de Montpellier, que distribui prémios de 612.000 euros, apresenta-se como o único ATP que se disputa nesta semana. O principal favorito é o canadiano Félix Auger-Aliassime, que chega como candidato destacado ao título.
Simultaneamente, o mundo do ténis está atravessado pelas eliminatórias da primeira ronda da Taça Davis. A Argentina, em particular, jogará neste fim de semana contra a Coreia do Sul em Busan, num encontro que exigirá a concentração dos seus melhores valores — incluindo Sebastián Báez, que há pouco tempo partilhava a pista com Mpetshi Perricard no Australian Open de Melbourne.
Para Mpetshi Perricard, a desventura em Montpellier representa uma oportunidade perdida numa superfície que lhe favorecia. O seu potencial ofensivo continuará intacto, mas terá de esperar por novas oportunidades para demonstrar que o desfecho contra Báez em Melbourne foi simplesmente um capítulo mais na sua carreira em construção.
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Dos cinco encontros contra Sebastián Báez ao drama de Montpellier: O dia de pesadelo de Mpetshi Perricard
Apenas dias depois de que Carlos Alcaraz consolidasse o seu domínio no Australian Open, o circuito internacional retomou a sua agenda com a digressão europeia em pista coberta. O Open Occitanie de Montpellier, torneio ATP 250, começou com a promessa de movimentos inesperados e desempenhos notáveis. No entanto, o que ninguém esperava era que o evento fosse marcado por um incidente tão estranho quanto desafortunado que deixaria um dos protagonistas fora de competição em questão de minutos.
Melbourne persegue Mpetshi Perricard até Montpellier
Giovanni Mpetshi Perricard (57º no ranking mundial) chegava à sede francesa após uma temporada de 2026 com resultados encorajadores. O jogador franco-congolês tinha alcançado os quartos de final em Brisbane e em Auckland, demonstrando solidez em superfícies rápidas. A sua passagem por Melbourne Park, no entanto, foi mais curta: caiu em cinco sets frente a Sebastián Báez num encontro tão imprevisível quanto divertido, onde o tenista argentino venceu numa batalha de resistência.
Com essa experiência recente na bagagem, Mpetshi Perricard chegou a Montpellier à procura de redenção. A superfície do torneio francês — rápida e indoor — parecia perfeita para o seu estilo de jogo ofensivo. Além disso, as suas credenciais neste tipo de piso eram sólidas: tinha títulos ATP conquistados em 2024, tanto em Lyon como em Basileia, ambos sob tetos de velocidade característica.
O acidente que truncou as expectativas
No court central Patrice Dominguez, durante a sessão noturna, Mpetshi Perricard enfrentava o francês Arthur Gea (168º do ranking). O encontro dava sinais precoces de controlo por parte do jogador mais experiente: Gea tinha conseguido um break e dominava o primeiro set por 5-3 com 30-0 a seu favor.
Foi nesse momento de relativa vantagem que aconteceu o inesperado. Mpetshi Perricard subiu à rede procurando fechar o ponto com uma voleia, mas a sua execução foi imprecisa. A bola impactou diretamente no seu olho esquerdo, causando uma dor imediata que o obrigou a interromper o jogo. Apesar de o pessoal médico do torneio lhe ter aplicado gotas anti-inflamatórias, o dano já estava feito. Após apenas 38 minutos de jogo, o jogador nascido em Lyon — de apenas 22 anos — teve de desistir, vendo-se a oportunidade de Montpellier evaporar-se.
A sorte sorri a Arthur Gea
Do outro lado da rede, Arthur Gea experimentou o lado oposto da moeda. O francês, que entrou no torneio por convite (wild card), avançou de forma inesperada para a segunda ronda. O seu próximo adversário será o checo Tomáš Machac (28º do mundo), terceira cabeça de série do torneio.
As credenciais de Gea antes de Montpellier não eram desprezíveis. No Australian Open, conseguiu chegar à segunda ronda a partir da fase de qualificação, onde surpreendeu o checo Jiri Lehecka (19º), antes de perder em cinco sets frente a Stan Wawrinka. A sua capacidade de competir em torneios de alto nível ficava demonstrada com esse desempenho em Melbourne.
O contexto mais amplo: Uma semana decisiva para o ténis
O torneio de Montpellier, que distribui prémios de 612.000 euros, apresenta-se como o único ATP que se disputa nesta semana. O principal favorito é o canadiano Félix Auger-Aliassime, que chega como candidato destacado ao título.
Simultaneamente, o mundo do ténis está atravessado pelas eliminatórias da primeira ronda da Taça Davis. A Argentina, em particular, jogará neste fim de semana contra a Coreia do Sul em Busan, num encontro que exigirá a concentração dos seus melhores valores — incluindo Sebastián Báez, que há pouco tempo partilhava a pista com Mpetshi Perricard no Australian Open de Melbourne.
Para Mpetshi Perricard, a desventura em Montpellier representa uma oportunidade perdida numa superfície que lhe favorecia. O seu potencial ofensivo continuará intacto, mas terá de esperar por novas oportunidades para demonstrar que o desfecho contra Báez em Melbourne foi simplesmente um capítulo mais na sua carreira em construção.