Documentos de Epstein revelados: a face multifacetada do mundo cripto vem à tona

2026年初, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou em lotes, de acordo com a lei, uma vasta quantidade de documentos do caso Epstein, incluindo 3,5 milhões de páginas, 2000 vídeos e 180 mil imagens. Esta divulgação sem precedentes não só envolveu várias figuras do mundo político e empresarial, como também colocou vários personagens importantes do setor de criptomoedas no centro do debate público. A revisão, inicialmente prevista para o final de janeiro de 2026, está em andamento, com cerca de 400 advogados acelerando o processamento desses documentos relacionados ao caso Epstein. Nesta grande liberação de informações, quais figuras-chave do universo cripto se tornaram foco?

Polêmica política: as complexas ligações de Trump e Wacht

Trump é mencionado centenas de vezes nos documentos recentemente divulgados. Embora ele negue qualquer relação imprópria com Epstein, os novos documentos revelam uma relação mais complexa entre eles. Entre os arquivos, há uma lista de denúncias elaborada pelo FBI, que inclui múltiplas acusações de abuso sexual contra Trump, Epstein e outras figuras conhecidas. O Departamento de Justiça declarou posteriormente que tais acusações “não têm fundamento, são totalmente inventadas”, e que, se fossem confiáveis, já teriam sido usadas para atacar o então presidente.

Os documentos também detalham um episódio controverso: Epstein teria apresentado uma menina de 14 anos a Trump na sua propriedade na Flórida. Segundo os processos, Epstein tocou o cotovelo de Trump e, de forma “brincalhona”, mencionou a menina, ao que Trump respondeu com um sorriso e assentiu. Além disso, os registros indicam que Trump teria embarcado pelo menos oito vezes na aeronave privada de Epstein entre 1993 e 1996, mais do que se pensava anteriormente.

O nome de Wacht, futuro presidente do Federal Reserve, aparece na lista de convidados de Epstein. Em uma lista de convidados para uma festa de Natal na ilha de Saint Barth em 2010, estão tanto Wacht quanto o oligarca russo Roman Abramovich. Wacht não é estranho ao círculo de Epstein — sua esposa, a herdeira milionária Jane Lande, faz parte do círculo social de ricos e influentes com os quais Epstein se relacionava naturalmente.

Convites na ilha: emails entre Musk e Thiel

Em 2012, Musk discutiu várias vezes uma viagem à ilha privada de Epstein. Os emails mostram Musk perguntando a Epstein: “Em que noite da ilha vai rolar a festa mais louca?” No mesmo ano, Epstein perguntou quantas pessoas precisariam de transporte de helicóptero até a ilha, e Musk respondeu que seriam só ele e sua então esposa, Talulah Riley. Durante o Natal, Musk enviou outro email dizendo que precisava “relaxar” e queria participar de festas na ilha ou em outros locais. Até o final de 2013, eles ainda discutiam detalhes da visita.

Apesar da frequência das trocas de mensagens, não há provas de que Musk tenha realmente visitado a ilha de Epstein. Posteriormente, Musk afirmou que “está muito consciente” de que esses emails podem ser usados por “difamadores” para manchar sua reputação, mas que seu foco está em processar “quem cometeu crimes graves com Epstein, especialmente aqueles que exploraram meninas menores de idade de forma repugnante”.

O cofundador do PayPal e investidor em criptomoedas Peter Thiel também teve contatos com Epstein, revelados pelos documentos. Os registros mostram que eles discutiram política mundial, o processo contra Gawker e planejavam se encontrar. Epstein investiu US$ 40 milhões na Valar Ventures, de Thiel, e convidou Thiel para visitar uma ilha privada no Caribe. Em 2014, Thiel foi apresentado a Epstein por executivos do Vale do Silício. Apesar das trocas frequentes, um representante de Thiel afirmou à mídia que ele nunca visitou a ilha de Epstein de fato.

Laços delicados de investidores de criptomoedas: Celer, Piers e Epstein

A participação de Michael Saylor, fundador da MicroStrategy, nos documentos de Epstein é mais indireta. Ele é mencionado apenas por terceiros, sem registros de comunicação direta com Epstein. Em março de 2010, Peggy Seigel, uma assessora de relações públicas de Nova York, descreveu Saylor em um email enviado a Epstein como “uma pessoa boa, só quer melhorar sua vida social”, mencionando também seu “barco federal de 160 pés”. Meses depois, ela relembrou uma jantar, usando um tom irônico para descrever a social awkwardness de Saylor.

Por outro lado, a ligação do investidor de criptomoedas e cofundador da Tether, Brock Pierce, é mais direta. Pierce trocou várias mensagens com Epstein sobre criptomoedas. Em 2011, eles marcaram um encontro em Nova York, e registros do Departamento de Justiça mostram outros contatos por telefone e Google Meet. Em 2015, Pierce apresentou a Epstein uma oportunidade de investimento na Coinbase e discutiu o interesse de Epstein na Blockstream. E-mails entre Pierce e o contador de Epstein, Richard Haan, indicam que Pierce estava intermediando investimentos de Epstein na Coinbase.

Sombra regulatória: as ligações ocultas de Gensler com Epstein

A relação do ex-presidente da SEC, Gary Gensler, com Epstein gerou especulações. Postagens nas redes sociais com a hashtag “EpsteinFiles” alegam que Epstein teria arranjado Gensler para cargos acadêmicos e influenciado suas decisões regulatórias posteriores. Contudo, não há provas concretas de que Epstein tenha manipulado diretamente órgãos reguladores.

Um email de maio de 2018 mostra Epstein chamando Gensler de “bastante inteligente” e discutindo sua experiência no Departamento do Tesouro dos EUA e no Goldman Sachs, além de suas conexões políticas e opiniões sobre regulação. Outra mensagem menciona Gensler querendo discutir criptomoedas. Essas mensagens, supostamente enviadas por Epstein a Lawrence Summers, datam de antes de Gensler ser nomeado presidente da SEC em 2021. A lógica temporal questiona a alegação de “pressão”, já que Epstein faleceu em 2019 e Gensler só foi nomeado dois anos depois. Gensler, por sua vez, ensinou blockchain no MIT, e Epstein também fez doações ao Media Lab do MIT na mesma época. A universidade posteriormente confirmou as doações e afirmou ter cortado qualquer ligação com Epstein.

Rede de capital na blockchain: interesses e conflitos

Os documentos de Epstein também revelam a competição de capital no setor de criptomoedas. Em 2014, Epstein participou de uma rodada seed de US$ 18 milhões na Blockstream. Investiu US$ 50 mil através do fundo do MIT Media Lab, dirigido por Joi Ito, e manteve contato com cofundadores como Austin Hill e Adam Back. Meses depois, devido a potenciais conflitos de interesse, Ito vendeu suas ações na empresa. Back afirmou que a relação começou e terminou com o investimento. Não há registros de Epstein ou seu patrimônio tendo qualquer ligação financeira direta ou indireta com a Blockstream.

Em 2015, Hill tentou se conectar com outras figuras influentes do círculo de Epstein, incluindo Bill Gates e o executivo de private equity britânico Bryce Mastes.

Correntes ocultas: o dilema do setor Ripple

Nos emails de Epstein sobre a Blockstream, Ripple e Stellar aparecem como “concorrentes prejudiciais” ao ecossistema que estamos construindo. Em 31 de julho de 2014, Austin Hill, CEO da Blockstream, pediu para reduzir ou cancelar a participação de Epstein, alegando conflito de interesses. A mensagem foi copiada para Joi Ito e Reid Hoffman, do MIT Media Lab.

David Schwartz, CTO da Ripple, expressou preocupação ao ver esses documentos. Em uma postagem, afirmou: “Não quero parecer um conspiracionista, mas se isso for só a ponta do iceberg, não me surpreenderia.” Os emails indicam que apoiar protocolos concorrentes como Ripple e Stellar poderia prejudicar a estratégia da Blockstream, pois ambos usam diferentes designs de ledger.

A revelação gerou debates na comunidade cripto. Alguns apoiadores do XRP afirmaram que os documentos mostram que Ripple foi considerado uma ameaça real ao setor. Um usuário disse estar “muito otimista com XRP”, enquanto outro comentou que a atenção da Blockstream ao Ripple já demonstra o quanto a empresa foi considerada relevante desde o início.

Reflexões finais: lições do caso Epstein para o universo cripto

A ampla divulgação dos arquivos de Epstein reforça a ideia de que as redes sociais de indivíduos de alto patrimônio costumam ser altamente interligadas. Diversos personagens do setor de criptomoedas — investidores, empreendedores, gestores de fundos e pioneiros tecnológicos — deixaram marcas nesse ecossistema social que Epstein frequentava. Isso revela não só as conexões entre elites financeiras, mas também como o poder e o capital podem tecer redes invisíveis sob a aparência de negócios legítimos.

Para o setor de criptomoedas, essa divulgação é um alerta importante. Ela evidencia a complexidade das decisões de capital, das relações interpessoais e da competição comercial, reforçando a necessidade de uma maior transparência e regulamentação nas operações. É uma oportunidade de refletir sobre os caminhos para uma maior maturidade e integridade na adoção do mainstream.

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