Leitura obrigatória para iniciantes avançados|Desvendando os termos do mundo das criptomoedas: do LFG ao HODL - o manual completo de consulta rápida

Acabaste de entrar no mundo das criptomoedas e, ao abrir o chat da comunidade, ficas confuso? GM, HODL, FOMO, LFG — o que é que esses termos realmente significam? As terminologias no universo cripto são muitas e, só com abreviações, já podem deixar um novato completamente perdido. Essas “linguagens misteriosas” na verdade são o vocabulário cotidiano dos entusiastas do mercado de criptomoedas. Hoje, vamos fazer uma análise concentrada para que aprendas rapidamente a decifrar a linguagem do mundo cripto.

Como se formam as “linguagens” das comunidades cripto

LFG é a abreviação de “Let’s Fucking Go”, uma expressão de entusiasmo extremo usada nas comunidades cripto, como um grito de motivação, demonstrando otimismo com um projeto ou expectativa de alta no preço. Existem muitas outras expressões semelhantes, geralmente compostas por algumas letras, que são curtas e impactantes, permitindo que os participantes expressem emoções e opiniões rapidamente.

GM (Good Morning) é a saudação matinal mais comum. Apesar de seu significado literal simples, no universo cripto virou uma espécie de símbolo de identidade — dar um “GM” ao abrir o mercado de manhã é como um sinal de que ainda estás vivo, uma espécie de “estou aqui”. HODL vem de uma história divertida: há alguns anos, um usuário escreveu “hold” errado em um fórum, colocando “HODL”. Essa grafia errada virou moda e passou a representar a ideia de manter os ativos por longos períodos, sem vender, mesmo em momentos difíceis, reforçando a mensagem de “não se desesperar e vender”.

Esses termos refletem o crescimento rápido e a comunidade ativa do mundo das criptomoedas. Para um iniciante, aprender esses conceitos é como obter a chave de entrada para o universo cripto.

50 termos essenciais para memorizar rapidamente

Termos relacionados a emoções:

FOMO (Fear of Missing Out) significa “medo de ficar de fora”. Refere-se ao sentimento de pânico ao ver os outros ganhando dinheiro e, por isso, seguir a multidão comprando, muitas vezes no topo do mercado, acabando por comprar na alta e sofrendo perdas. Em oposição, DYOR (Do Your Own Research) significa “faça sua própria pesquisa”, lembrando os investidores de analisarem racionalmente antes de agir. FUD (Fear, Uncertainty, Doubt) é a disseminação de informações negativas para criar medo e insegurança no mercado.

Termos de mercado:

Bear Market (Mercado Bear) indica uma tendência de baixa generalizada, com preços em queda e confiança dos investidores em declínio; ao contrário, Bull Market (Mercado Bull) é uma fase de otimismo, alta de preços e forte interesse. ATH (All-Time High) é a máxima histórica de preço, enquanto ATL (All-Time Low) é o menor valor registrado. Moon ou Mooning descreve uma subida rápida do preço, como um foguete decolando.

Tipos de investidores:

Whale (Baleia) refere-se a grandes investidores que possuem quantidades significativas de criptomoedas, capazes de influenciar o mercado com suas ações. Shill é alguém que promove agressivamente um projeto para atrair compradores, às vezes com fins especulativos. Rekt, derivado de “wrecked”, indica um investidor que sofreu perdas severas, comum em operações com alta alavancagem.

Manipulação de mercado:

Pump and Dump é uma prática de manipulação onde o preço é inflado artificialmente para depois vender na alta e lucrar, deixando outros investidores na mão. Rug Pull é um golpe sério, onde o projeto atrai fundos e, de repente, desaparece, deixando os investidores no prejuízo. BTD/BTFD (Buy The Dip) recomenda comprar na baixa, uma estratégia otimista de longo prazo.

Tecnologia e aplicações:

Smart Contract (Contrato Inteligente) é um programa que se executa automaticamente na blockchain. DeFi (Finanças Descentralizadas) é um ecossistema financeiro construído sobre contratos inteligentes. NFT (Token Não Fungível) representa ativos digitais únicos. DEX (Exchange Descentralizada) e CEX (Exchange Centralizada) são plataformas de troca diferentes. Mining (Mineração) é o processo de validar transações e criar novas moedas; Staking é bloquear ativos para participar na validação da rede e receber recompensas.

Carteiras e segurança:

Private Key (Chave Privada) é a senha que dá acesso às suas criptomoedas, nunca a compartilhes. Public Key (Chave Pública) é o endereço da tua carteira. Seed Phrase (Frase-semente) é uma sequência de palavras que permite recuperar a carteira — guarda-a com segurança. Wallet (Carteira) é o aplicativo ou dispositivo onde armazenas as tuas criptomoedas.

Custos e rendimentos:

Gas Fees (Taxas de Gas) são os custos para realizar transações na rede Ethereum. APY (Annual Percentage Yield) é a taxa de retorno anualizada. Yield Farming é uma estratégia de ganhar juros usando DeFi. TVL (Total Value Locked) mede o valor total de fundos em um projeto DeFi, quanto maior, mais capital concentrado. Liquidity Pool (Pool de Liquidez) é um fundo de tokens fornecido pelos usuários para facilitar trocas.

Financiamento e organizações:

ICO (Initial Coin Offering) é uma oferta inicial de tokens, uma forma comum de financiamento de projetos no início. DAO (Decentralized Autonomous Organization) é uma organização autônoma descentralizada, governada por contratos inteligentes e pela comunidade. Airdrop é a distribuição gratuita de tokens para promover um projeto.

Tecnologia blockchain:

Layer 1 refere-se às blockchains principais, como Bitcoin e Ethereum. Layer 2 são soluções de escalabilidade, como Arbitrum One, Optimism, Base, que aumentam a velocidade e reduzem custos. Cross-chain permite a interoperabilidade entre diferentes blockchains. Oracle é um serviço que fornece dados do mundo real para contratos inteligentes. Block Reward é a recompensa recebida ao minerar um bloco. Hash Rate mede a capacidade de processamento da rede.

Atualizações e melhorias:

Soft Fork é uma atualização compatível com versões anteriores, enquanto Hard Fork é uma atualização que causa uma divisão na cadeia, criando uma nova versão.

Unidades de medida:

Satoshi é a menor unidade de Bitcoin, sendo 1BTC = 100.000.000 Satoshis. Gwei é uma unidade de Ethereum, onde 1 Gwei = 0,000000001 ETH, usada para indicar taxas de transação.

Termos de conformidade:

KYC (Know Your Customer) é a política de conhecer o cliente, para evitar lavagem de dinheiro. AML (Anti-Money Laundering) é a política anti-lavagem. CBDC (Central Bank Digital Currency) é a moeda digital emitida pelo banco central. Fiat refere-se às moedas tradicionais emitidas pelos governos.

Milhares de moedas, distinguir o “ouro verdadeiro” das “cachorradas” é fundamental

Altcoins: os inovadores além do Bitcoin

Altcoins é o termo geral para todas as criptomoedas que não são Bitcoin. Elas surgiram com o objetivo de melhorar aspectos do Bitcoin ou oferecer novas funcionalidades. A Ethereum é a mais famosa, por introduzir contratos inteligentes e permitir a criação de aplicações descentralizadas (dApps).

Algumas altcoins melhoraram o mecanismo de consenso, trocando o Proof of Work (PoW) pelo Proof of Stake (PoS) ou DPoS, reduzindo consumo energético e aumentando a velocidade. Outras focam em nichos específicos, como DeFi ou governança comunitária. Essa diversidade traz mais opções ao mercado, mas também aumenta os riscos — investir em altcoins exige estudo aprofundado sobre tecnologia, equipe e posicionamento de mercado.

Shitcoins: os “cães de rabo” do mercado

Shitcoins, inicialmente também usados para se referir a altcoins, passaram a ter uma conotação negativa. Geralmente, apresentam:

Falta de inovação, apenas pequenas alterações em relação a outros tokens; preço impulsionado por especulação, sem fundamentos sólidos; equipes pouco transparentes ou até fraudulentas; alta manipulação de mercado e volatilidade extrema. Investir em shitcoins é muito arriscado — pode zerar o investimento de uma hora para outra. Contudo, há quem use o termo de forma pejorativa, pois alguns projetos podem ter potencial. O mais importante é fazer uma análise cuidadosa antes de investir.

Meme Coins: produtos da cultura da internet

Meme Coins são moedas criadas com base em memes ou cultura pop, com forte apelo humorístico. Geralmente, são impulsionadas por comunidades e apresentam alta volatilidade, pouca utilidade prática, mas atraem muitos seguidores justamente por sua irreverência.

O exemplo mais famoso é o Dogecoin (DOGE). Começou como uma brincadeira, uma sátira ao Bitcoin, mas ganhou uma enorme comunidade. Elon Musk apoiou publicamente o DOGE várias vezes, ajudando a transformar a moeda de piada em ativo com valor de mercado real, até aceito por alguns comerciantes como forma de pagamento.

Shiba Inu (SHIB) é considerado o “assassino do Dogecoin”, com uma imagem de cachorro fofo e uma comunidade ativa que ajudou a popularizar. PEPE, baseado em memes de emojis, também virou uma moeda popular. Essas moedas mostram que o poder da cultura da internet às vezes supera a inovação tecnológica.

“Cachorro de rua” e “Cachorro de raça”: versões avançadas de meme coins

No mercado, chamam de “cachorro de rua” (ou “cachorro sem suporte de grandes equipes ou instituições”) os projetos sem grandes patrocinadores, muitas vezes com logotipo de meme ou simples símbolos. Quando esses projetos explodem de valor — às vezes multiplicando por dezenas ou centenas de vezes — eles se tornam “cachorros de raça”, ou seja, moedas altamente valorizadas por sua comunidade.

O Dogecoin é o exemplo clássico: de uma piada virou uma moeda apoiada por influenciadores e aceita por comerciantes. Mas nem todos os “cachorros de rua” se transformam em “cachorros de raça”. Participar desses projetos é emocionante, mas cheio de riscos.

Moedas de ar (Air Coins): bombas-relógio escondidas

Air Coins são as moedas mais perigosas — prometem um futuro brilhante, mas na prática não têm fundamentos reais. Características:

Falta de um modelo de negócio sólido ou inovação tecnológica; valor baseado apenas em especulação e marketing falso; equipes pouco transparentes ou fraudulentas; alto risco de manipulação de mercado; desaparecem rapidamente após o hype passar. Investir em Air Coins é quase como apostar na sorte, com chances ruins de retorno. Algumas parecem legítimas, com sites bonitos e equipes fictícias bem elaboradas, mas, ao perceberem, os investidores já estão presos.

Como se integrar corretamente ao universo cripto

Aprender esses termos é só o começo. Para realmente entender o ecossistema, é preciso compreender a lógica por trás de cada um deles. Cada moeda e cada expressão representam diferentes fenômenos de mercado e níveis de risco de investimento.

Aprende a manter a calma com o FOMO, a fazer sua própria pesquisa com o DYOR, a ter paciência com o HODL. Quando vir o LFG sendo gritado, não se deixe levar pelo entusiasmo da comunidade — analisar o projeto com calma costuma ser mais lucrativo do que seguir a multidão. O mercado cripto oferece muitas oportunidades, mas também riscos elevados. Dominar esses termos e categorias é a sua primeira defesa; o verdadeiro segredo para ganhar dinheiro está na sua compreensão do mercado e na gestão de riscos.

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