O que significa emitir ações preferenciais perpétuas numa era de altas taxas de juro?
Se atualmente estamos num ambiente de taxas de juro relativamente altas, a decisão da Strategy de emitir ações preferenciais perpétuas é, por si só, uma expressão de atitude — a administração acredita que os retornos futuros de investimento poderão cobrir os custos de financiamento. Se essa avaliação estiver correta, indica que a empresa tem confiança nas perspetivas do setor e na sua própria competitividade. As ações preferenciais perpétuas são frequentemente vistas como “instrumentos semelhantes a ações”, sendo parcialmente contabilizadas como capitais próprios na contabilidade, o que ajuda a melhorar os indicadores de alavancagem. Assim, não são apenas instrumentos de financiamento, mas também ferramentas de gestão da estrutura financeira. Para empresas que valorizam a classificação de risco e a solidez de capital, isto é especialmente importante. Por outro lado, o risco também existe. Um dividendo elevado implica um compromisso de fluxo de caixa a longo prazo; se o setor entrar num ciclo de declínio, esse compromisso pode limitar a flexibilidade da empresa. Especialmente em setores com grande volatilidade de lucros, os dividendos das ações preferenciais podem tornar-se um peso financeiro. O sentimento do mercado costuma ser de visão curta, preocupando-se com diluição ou pressão ao financiar; mas investidores maduros focam mais na eficiência de alocação de capital a longo prazo. Se a empresa consegue investir em projetos com alto ROIC, o financiamento funciona como um amplificador; se investir em áreas de baixa eficiência, aumenta o risco. Portanto, a lógica central desta emissão adicional resume-se a uma questão: a Strategy possui a capacidade de transformar “capital” em “retorno contínuo”? Se a resposta for sim, o financiamento é um impulsionador; se for não, mesmo a estrutura mais sofisticada não passa de um adiamento do problema. #Strategy拟增发永续优先股
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O que significa emitir ações preferenciais perpétuas numa era de altas taxas de juro?
Se atualmente estamos num ambiente de taxas de juro relativamente altas, a decisão da Strategy de emitir ações preferenciais perpétuas é, por si só, uma expressão de atitude — a administração acredita que os retornos futuros de investimento poderão cobrir os custos de financiamento. Se essa avaliação estiver correta, indica que a empresa tem confiança nas perspetivas do setor e na sua própria competitividade.
As ações preferenciais perpétuas são frequentemente vistas como “instrumentos semelhantes a ações”, sendo parcialmente contabilizadas como capitais próprios na contabilidade, o que ajuda a melhorar os indicadores de alavancagem. Assim, não são apenas instrumentos de financiamento, mas também ferramentas de gestão da estrutura financeira. Para empresas que valorizam a classificação de risco e a solidez de capital, isto é especialmente importante.
Por outro lado, o risco também existe. Um dividendo elevado implica um compromisso de fluxo de caixa a longo prazo; se o setor entrar num ciclo de declínio, esse compromisso pode limitar a flexibilidade da empresa. Especialmente em setores com grande volatilidade de lucros, os dividendos das ações preferenciais podem tornar-se um peso financeiro.
O sentimento do mercado costuma ser de visão curta, preocupando-se com diluição ou pressão ao financiar; mas investidores maduros focam mais na eficiência de alocação de capital a longo prazo. Se a empresa consegue investir em projetos com alto ROIC, o financiamento funciona como um amplificador; se investir em áreas de baixa eficiência, aumenta o risco.
Portanto, a lógica central desta emissão adicional resume-se a uma questão: a Strategy possui a capacidade de transformar “capital” em “retorno contínuo”? Se a resposta for sim, o financiamento é um impulsionador; se for não, mesmo a estrutura mais sofisticada não passa de um adiamento do problema.
#Strategy拟增发永续优先股