Quais são as principais tarefas e características da reforma dos elementos-chave do ensino profissional? Resposta do Ministério da Educação

Recentemente, o Ministério da Educação publicou a “Opinião sobre o aprofundamento da reforma dos elementos-chave do ensino profissional” (doravante referida como “Opinião”). O responsável pelo Departamento de Educação Profissional e Educação de Adultos do Ministério da Educação respondeu às perguntas dos jornalistas relacionadas com a “Opinião”.

1. Pergunta: Qual foi o contexto para a publicação da “Opinião”?

O valor único da educação profissional reside na formação de talentos altamente qualificados. Elementos-chave do ensino, como especializações, currículos, materiais didáticos, professores e estágios práticos, são fatores essenciais que influenciam a qualidade da formação de talentos de alta competência. O “Plano de Desenvolvimento de uma Nação Educada (2024-2035)” propõe “implementar a reforma dos elementos-chave do ensino profissional, promovendo sistematicamente a reforma de especializações, currículos, materiais didáticos, professores e estágios”. Atualmente, a formação de talentos na educação profissional ainda enfrenta problemas de incompatibilidade com o desenvolvimento industrial, econômico e social, além de ser relativamente fechada e pouco adaptável. Para isso, em abril de 2025, o Ministério da Educação lançou o “Plano de Formação de Agrupamentos de Talentos de Alta Habilidade” na educação profissional, selecionando seis áreas, incluindo veículos elétricos e novas energias, onde há maior déficit de talentos, promovendo sistematicamente a reforma integrada dos elementos-chave do ensino.

Através de projetos-piloto, muitas práticas eficazes foram exploradas, acumulando valiosa experiência e criando modelos exemplares. Com a elaboração da “Opinião”, essas experiências foram institucionalizadas, organizando uma reforma dos elementos-chave do ensino em todo o país, promovendo a transição do ensino baseado na transmissão de conhecimentos para o desenvolvimento de competências abrangentes, elevando o sistema de educação profissional e transformando a formação de talentos de alta habilidade de uma simples paisagem em uma verdadeira paisagem, formando assim um ecossistema.

2. Pergunta: Pode nos explicar o processo de elaboração da “Opinião”?

A elaboração da “Opinião” levou mais de um ano, passando por várias fases: Primeiro, por meio de visitas de campo, reuniões e outros métodos, foram investigados os avanços na reforma do ensino especializado junto às autoridades do setor, departamentos de educação provinciais, e às comunidades de integração de ensino e indústria a nível nacional e regional, analisando a situação atual, identificando problemas e ouvindo opiniões de várias partes. Segundo, foram resumidos os progressos e experiências do plano de formação de agrupamentos de talentos de alta habilidade, focando nos problemas principais, analisando as causas fundamentais e propondo medidas de reforma sistemática, definindo o conteúdo principal do documento. Terceiro, foram amplamente solicitadas opiniões de departamentos de educação provinciais, empresas do setor, escolas profissionais e outros, incorporando sugestões relevantes.

3. Pergunta: Quais são os principais conteúdos da “Opinião”?

A “Opinião” está dividida em quatro partes: requisitos gerais, principais tarefas, aprimoramento do mecanismo de reforma e fortalecimento da implementação organizacional.

A primeira parte, requisitos gerais, define a orientação, princípios básicos e objetivos principais da reforma dos elementos-chave do ensino, enfatizando a implementação da tarefa fundamental de cultivar virtudes e talentos, focando na estratégia nacional, desenvolvimento regional, atualização industrial, inovação tecnológica e desenvolvimento integral das pessoas. Destaca a necessidade de consolidar a função de formação de talentos de alta habilidade, seguindo os princípios de “demanda orientada, promoção em agrupamentos, reforma coordenada e liderança por padrões”. Até 2027, será estabelecido um sistema avançado de padrões para especializações, currículos, materiais didáticos, professores e estágios, além de um novo paradigma de reforma do ensino; até 2035, será criado um modelo de prática de educação profissional com características chinesas.

A segunda parte, principais tarefas, foca em cinco áreas-chave diante das novas circunstâncias, demandas e problemas existentes: Primeiro, ajuste dinâmico das especializações, incluindo coordenação na configuração, criação de novas especializações, eliminação de excessos e modernização das existentes; Segundo, design científico de combinações de cursos, incluindo elaboração de listas de novos cursos, atualização de conteúdos e fortalecimento de aspectos como a formação de pensamento crítico e educação geral; Terceiro, otimização da apresentação dos materiais didáticos, promovendo diversidade de formatos, desenvolvimento de materiais essenciais para setores específicos, e ampliação do uso de materiais de alta qualidade em diferentes públicos, como estudantes de escolas profissionais, universidades aplicadas, treinados em empresas, participantes de projetos internacionais e aprendizes sociais; Quarto, detalhamento das competências dos professores, incluindo a adaptação às novas exigências de cursos e materiais, avaliação de competências, treinamentos específicos, mecanismos de mobilidade entre professores e empresas, e fortalecimento da alfabetização digital; Quinto, construção de bases de estágio e treinamento integradas à indústria, com foco na autenticidade, incluindo modelos de cooperação com empresas, padronização de estágios e financiamento de centros de prática regionais. Além disso, cada parte das principais tarefas detalha as tarefas específicas de unidades de construção “uma estrutura com duas asas” e escolas de “duplo alto”, promovendo políticas de suporte e recursos.

A terceira parte, aprimoramento do mecanismo de reforma, propõe a implementação do plano de formação de agrupamentos de talentos de alta habilidade em três níveis: nacional, provincial e escolar, vinculando-o ao “Plano de Duplo Alto” e às comunidades de integração de ensino e indústria. Estabelece também um mecanismo de liderança com três coordenadores principais, responsáveis pela implementação, além de um sistema de reforma coordenada dos elementos-chave do ensino, e mecanismos de abertura e transformação de recursos tecnológicos empresariais, promovendo a colaboração entre empresas e escolas.

A quarta parte, fortalecimento da implementação, exige que departamentos de educação provinciais, comunidades de integração de ensino e indústria, escolas profissionais e outros órgãos organizem e promovam a reforma, além de fortalecer a divulgação social e criar um ambiente favorável à inovação.

4. Pergunta: Quais são as principais características da “Opinião”?

Desde a publicação em 2015 do documento do Ministério da Educação “Sobre a reforma do ensino profissional para melhorar a qualidade da formação de talentos”, a “Opinião” representa uma nova importante diretriz na reforma do ensino profissional, sendo uma prática viva de sair de uma visão meramente educacional para uma abordagem baseada em regras e princípios. Destacam-se várias características principais:

Primeiro, a firme definição do papel da formação de talentos de alta habilidade. A “Opinião” foca na estratégia nacional, regiões-chave, atualização industrial, inovação tecnológica e desenvolvimento integral, abordando os elementos-chave do ensino de forma detalhada, fortalecendo aspectos como especializações, desenvolvimento de currículos, materiais didáticos, capacitação de professores e estágios, com medidas concretas para formar continuamente artesãos de grande porte, mestres habilidosos e talentos de alta competência, consolidando a posição única da educação profissional.

Segundo, a ativação do “gene” interno das empresas na educação profissional. Através de mecanismos de inovação na integração ensino-indústria, fortalecimento do papel do governo local e estímulo à motivação empresarial, promovendo a abertura de padrões tecnológicos, recursos de produção e cenários profissionais por empresas líderes, traduzindo esses padrões em padrões de ensino e formação de talentos, promovendo a sincronia entre ensino e desenvolvimento industrial. Além disso, ao formar talentos empresariais, divulgar padrões empresariais e expandir o ecossistema empresarial, aumenta-se a participação das empresas na educação profissional.

Terceiro, o avanço sistemático na reforma coordenada dos elementos-chave do ensino. A “Opinião” rompe com abordagens isoladas e mecânicas, adotando uma abordagem baseada em especializações, com foco em currículos e materiais didáticos, seguindo o ciclo de produção e lógica profissional, promovendo uma reforma completa e sistemática, alinhada às tendências de atualização industrial e inovação tecnológica, reconstruindo os sistemas de especializações, currículos e materiais, além de estabelecer bases de prática integradas à indústria, criando um novo paradigma de reforma pedagógica que pode ser replicado e ampliado.

5. Pergunta: Como garantir a implementação da “Opinião”?

Primeiro, os departamentos provinciais de educação devem elaborar planos de implementação detalhados, integrando os resultados da reforma na avaliação escolar, distribuição de fundos e seleção de projetos; fortalecer a avaliação da capacidade de gestão das escolas e da qualidade de formação de talentos, estabelecendo padrões de avaliação para todos os elementos do processo. Além disso, incorporar as tarefas de reforma nos planos de desenvolvimento econômico e social e na disposição industrial, buscando apoio financeiro e de projetos.

Segundo, as comunidades de integração de ensino e indústria e as comunidades de cooperação devem aproveitar ao máximo seus recursos, organizar seus membros para aprofundar a reforma dos elementos-chave do ensino, melhorando a eficiência operacional e a qualidade da construção. Devem também fortalecer a coordenação de recursos regionais e setoriais, aprimorando plataformas de integração ensino-indústria e promovendo resultados práticos replicáveis.

Terceiro, as escolas profissionais devem tratar a reforma dos elementos-chave como uma tarefa central, integrando-a ao desenvolvimento geral da escola. As escolas do “Plano de Duplo Alto” devem desempenhar um papel de liderança, formando grupos profissionais de alta qualidade e apoiando a excelência.

Quarto, as regiões e escolas devem consolidar experiências e práticas inovadoras, fortalecendo a divulgação e promovendo um ambiente favorável à reforma e ao avanço.

(Repórter do CCTV: Gao Chenyuan)

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