Economistas da UOB, Enrico Tanuwijaja e Vincentius Ming Shen, falam sobre o aumento dos desafios para o balanço comercial da Indonésia. Em um contexto de desaceleração do crescimento económico global e de intensificação do proteccionismo, as perspectivas de superávit enfrentam riscos sérios. Segundo a sua avaliação, a procura excessiva dos anos anteriores está a diminuir gradualmente, o que ameaça uma correção significativa nos indicadores.
Diminuição da procura e conflitos comerciais como principais riscos
A pesquisa da UOB indica dois fatores-chave de instabilidade. Em primeiro lugar, os gastos, que foram acelerados, irão diminuir progressivamente nos próximos meses. Em segundo lugar, as atuais tensões comerciais entre os atores globais estão a gerar incerteza na posição da Indonésia como exportadora. Ming Shen destaca que esses processos são interdependentes e têm um efeito negativo sinérgico.
Números concretos e previsões da UOB
De acordo com os analistas, o superávit comercial da Indonésia irá diminuir de 41 mil milhões de dólares em 2025 para aproximadamente 35 mil milhões de dólares este ano. As razões são tendências simultâneas: os volumes de exportação estão a desacelerar devido à menor procura externa, enquanto as importações de bens de capital e tecnológicos permanecem estáveis, pressionando o superávit.
O papel das parcerias económicas na manutenção da competitividade
De acordo com dados do Jin10, a assinatura de um acordo abrangente de parceria económica com a União Europeia oferece uma certa proteção contra riscos comerciais. No entanto, os especialistas da UOB salientam que isso não é suficiente. Para manter as posições, a Indonésia precisa de acordos comerciais mais ambiciosos e de uma integração industrial mais profunda com os principais parceiros. É por isso que a análise de Vincentius Ming Shen destaca a importância da diversificação dos canais comerciais e do fortalecimento da competitividade estrutural do arquipélago a médio prazo.
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Análise de Vincentius Ming Shen: será que o superavit comercial da Indonésia consegue manter as posições?
Economistas da UOB, Enrico Tanuwijaja e Vincentius Ming Shen, falam sobre o aumento dos desafios para o balanço comercial da Indonésia. Em um contexto de desaceleração do crescimento económico global e de intensificação do proteccionismo, as perspectivas de superávit enfrentam riscos sérios. Segundo a sua avaliação, a procura excessiva dos anos anteriores está a diminuir gradualmente, o que ameaça uma correção significativa nos indicadores.
Diminuição da procura e conflitos comerciais como principais riscos
A pesquisa da UOB indica dois fatores-chave de instabilidade. Em primeiro lugar, os gastos, que foram acelerados, irão diminuir progressivamente nos próximos meses. Em segundo lugar, as atuais tensões comerciais entre os atores globais estão a gerar incerteza na posição da Indonésia como exportadora. Ming Shen destaca que esses processos são interdependentes e têm um efeito negativo sinérgico.
Números concretos e previsões da UOB
De acordo com os analistas, o superávit comercial da Indonésia irá diminuir de 41 mil milhões de dólares em 2025 para aproximadamente 35 mil milhões de dólares este ano. As razões são tendências simultâneas: os volumes de exportação estão a desacelerar devido à menor procura externa, enquanto as importações de bens de capital e tecnológicos permanecem estáveis, pressionando o superávit.
O papel das parcerias económicas na manutenção da competitividade
De acordo com dados do Jin10, a assinatura de um acordo abrangente de parceria económica com a União Europeia oferece uma certa proteção contra riscos comerciais. No entanto, os especialistas da UOB salientam que isso não é suficiente. Para manter as posições, a Indonésia precisa de acordos comerciais mais ambiciosos e de uma integração industrial mais profunda com os principais parceiros. É por isso que a análise de Vincentius Ming Shen destaca a importância da diversificação dos canais comerciais e do fortalecimento da competitividade estrutural do arquipélago a médio prazo.