A Rússia começou a restringir o acesso ao Telegram, uma das aplicações de mensagens mais populares do país. Em 10 de fevereiro de 2026, utilizadores de todo o país relataram grandes lentidões e conexões instáveis. Logo depois, a autoridade de telecomunicações russa, Roskomnadzor, confirmou que tinha iniciado restrições faseadas na plataforma.
As autoridades afirmam que o Telegram não conseguiu resolver questões legais relacionadas com fraude, atividades criminosas e proteção de dados dos utilizadores. No entanto, muitos analistas acreditam que a medida indica uma tentativa mais ampla de fortalecer a estratégia de internet soberana da Rússia.
Esta ação mais recente vai além das restrições anteriores. Em agosto de 2025, as autoridades limitaram parcialmente chamadas de voz e vídeo no Telegram e no WhatsApp. Os reguladores argumentaram que criminosos tinham utilizado esses recursos para fraudes e atividades extremistas.
Agora, o governo parece estar a expandir o seu controlo. Ao limitar gradualmente o desempenho do Telegram, os reguladores podem pressionar a plataforma sem bloqueá-la completamente. Assim, a estratégia permite aos responsáveis evitar reações públicas negativas enquanto reforçam a supervisão.
Grupos de direitos defendem que as restrições também têm motivos políticos. Afirmam que o governo quer que os utilizadores migrem para plataformas nacionais mais fáceis de monitorizar.
Um beneficiário claro é o Max, uma aplicação de mensagens apoiada pelo Estado, ligada ao ecossistema VK. As autoridades russas têm promovido ativamente o Max através de:
Se o serviço do Telegram continuar a ser pouco confiável, mais utilizadores e empresas podem migrar para o Max. Essa migração pode transformar a economia digital e o mercado de publicidade na Rússia.
O Telegram desempenha um papel central no setor de criptomoedas na Rússia. Muitos traders, startups de blockchain e influenciadores dependem de canais no Telegram para atualizações de mercado e contato com clientes.
Se a limitação continuar, as empresas podem precisar de plataformas alternativas. Além disso, as comunidades de criptomoedas podem enfrentar custos operacionais mais elevados e alcance reduzido do público.
Por agora, a incerteza cerca o futuro do Telegram na Rússia. No entanto, o impacto na comunicação digital e nas redes de criptomoedas já está a desenrolar-se.
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